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sábado, 12 de setembro de 2015

Gato Negro


Diz a lenda que gatos pretos são, na verdade, bruxas que foram amaldiçoadas ou punidas pela natureza e transformadas em gatos. Além disso, como muitos já devem ter ouvido falar, acredita-se que cruzar com um gato preto é sinal de azar. Também há quem diga que é ao contrário, que cruzar com um gato preto é sinal de azar.

Na Pérsia Antiga, acreditava-se que, ao maltratar um gato preto, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo, criado especialmente para servir de companhia ao ser humano durante a sua passagem pela Terra.

Por causa de mitos e lendas sobre coisas ruins relacionadas aos gatos pretos, o Papa Inocêncio VIII condenou os gatos como seres malignos e, neste mesmo ano, centenas de gatos foram mortos, queimados em praça pública. A consequência disso foi uma infestação de ratos que ocasionou doenças e várias mortes humanas. Será que matar um gato dá mesmo azar?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Bruxas em Tinalhas


As pessoas mais idosas de Tinalhas contam por vezes, que nos seus tempos havia bruxas, as quais saíam de casa entre a meia noite e a uma da madrugada. Encontravam-se nos cruzamentos onde dançavam nuas (mas ninguém as via, pois eram invisíveis e não se conheciam umas às outras). 
Se desse a badalada da uma hora no relógio da torre e elas não estivessem já em casa, já não podiam ficar na rua sem serem vistas nuas.

Conta a lenda que uma vez houve uma que deixou que batesse a uma hora sem ir para casa, foi apanhada por um homem, toda nua que a reconheceu e viu que era sua tia.
Também uma mulher, certa noite estando na cama, sentiu um grande peso em cima de si e sentiu-se atafegada, mas não conseguiu gritar nem sequer falar. Então pensou para consigo credo e ao proferir silenciosamente esta palavra começou a sentir o peso diminuir e a sentir-se menos sufocada. Benzeu-se muitas vezes e meteu-se debaixo dos cobertores sem voltar a ser importunada por nada semelhante. 

Outro dos episódios das bruxas, foi o de um homem que saiu de casa à meia-noite e encontrou uma galinha que a cada pancada que se lhe dava, cantava. “Era uma bruxa”, disse o homem. 

Conta-se ainda que já há muitos anos uma mulher que fora cozer o seu pão no forno do povo, à uma hora menos cinco minutos saiu do forno com o tabuleiro de pão á cabeça, quando viu um cavalo a correr atrás dela e muito aflito fugiu para um balcão de pedra que ali se encontrava. O cavalo foi atrás dela mas assim que soou a badalada da uma da manhã o cavalo desapareceu misteriosamente.