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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Tesouro do Holandês


Existe, na Barra do Cunhaú, rondando próximo aonde teria sido o Fortim da Barra, a alma penada de um comandante holandês que vaga à procura de salvação. Teria ele sido cruel na tomada do Fortim, sendo responsável pela degolação de muitos inocentes. Quando saía da Barra, para tomar o rumo do mar, seu barco naufragou. Ele, no desespero de perder tudo quanto tinha saqueado, resolveu juntar os objetos de maior valor e se jogar ao mar.

Ao nadar em direção à praia, o comandante holandês foi ficando cada vez mais fraco e os objetos caíam de suas mãos, um a um. O último lhe caiu da mão a poucos metros da areia e, pouco depois, seu corpo foi jogado para fora da água. Vivendo como um zumbi, estaria condenado a não entrar na água até devolver o que roubou. Depois disto, poderia voltar ao seu navio e descansar em paz. Desde então, ele oferece o tesouro para se redimir dos pecados. Porém, sua oferta só pode ser feita a mulheres, pois os homens não o vêem, nem o escutam.

Ao abordar as mulheres, ele mostra seu tesouro e pede que elas façam segredo do caso por três dias. As moças, descuidadas, sempre deixam escapar o que viram e o holandês continua sua penúria. Nas noites de céu limpo e água clara, uma trilha de objetos brilhantes é vista na “boca da barra”. É “o tesouro do holandês” ou “a corrente de ouro do pontal” que o mar guarda e o holandês vigia, sempre imóvel e de pé com os olhos fixos na água.

quinta-feira, 3 de março de 2016

O Inferno de Tomino


Essa é mais uma lenda japonesa. "O Inferno de Tomino" é um poema escrito por Yoomta Inuhiko e se encontra em um livro chamado "The Hearh Is Like A Rolling Stone". Também incluído na 27ª coletânea de poemas de Saizo Yaso, em 1919.

O Poema conta a história de Tomino, que, após morrer, foi enviado diretamente para o inferno. Porém, ele é um poema maldito. Conta-se que ele mata sem dó nem piedade qualquer um que ouse lê-lo em voz alta. Com muita sorte, a pessoa que leu o poema pode até não morrer, mas, assim mesmo, torna-se uma pessoa amaldiçoada e muitas coisas ruins irão acontecer em sua vida dali em diante.

sábado, 12 de setembro de 2015

Gato Negro


Diz a lenda que gatos pretos são, na verdade, bruxas que foram amaldiçoadas ou punidas pela natureza e transformadas em gatos. Além disso, como muitos já devem ter ouvido falar, acredita-se que cruzar com um gato preto é sinal de azar. Também há quem diga que é ao contrário, que cruzar com um gato preto é sinal de azar.

Na Pérsia Antiga, acreditava-se que, ao maltratar um gato preto, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo, criado especialmente para servir de companhia ao ser humano durante a sua passagem pela Terra.

Por causa de mitos e lendas sobre coisas ruins relacionadas aos gatos pretos, o Papa Inocêncio VIII condenou os gatos como seres malignos e, neste mesmo ano, centenas de gatos foram mortos, queimados em praça pública. A consequência disso foi uma infestação de ratos que ocasionou doenças e várias mortes humanas. Será que matar um gato dá mesmo azar?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Maldição do Sol e da Lua - Diários de um Vampiro


Há muito tempo, vampiros e lobisomens andavam livres por aí, espalhando caos por onde passavam. Mas, um dia, um antigo Xamã lançou nessas criaturas sobrenaturais uma maldição. Essa maldição ficou conhecida como a Maldição do Sol e da Lua. A maldição fez dos vampiros escravos do sol e dos lobisomens servos da lua. A partir de então, os vampiros passaram a se queimar à luz do sol e os lobisomens só se transformariam à lua cheia. O feitiço da maldição foi selado dentro de uma pedra da lua (imagem). Caso a maldição fosse quebrada pelos vampiros, os lobisomens seriam servos da lua para sempre, da mesma forma que se fosse quebrada pelos lobisomens, os vampiros queimariam ao sol para sempre.