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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Bruxas em Tinalhas


As pessoas mais idosas de Tinalhas contam por vezes, que nos seus tempos havia bruxas, as quais saíam de casa entre a meia noite e a uma da madrugada. Encontravam-se nos cruzamentos onde dançavam nuas (mas ninguém as via, pois eram invisíveis e não se conheciam umas às outras). 
Se desse a badalada da uma hora no relógio da torre e elas não estivessem já em casa, já não podiam ficar na rua sem serem vistas nuas.

Conta a lenda que uma vez houve uma que deixou que batesse a uma hora sem ir para casa, foi apanhada por um homem, toda nua que a reconheceu e viu que era sua tia.
Também uma mulher, certa noite estando na cama, sentiu um grande peso em cima de si e sentiu-se atafegada, mas não conseguiu gritar nem sequer falar. Então pensou para consigo credo e ao proferir silenciosamente esta palavra começou a sentir o peso diminuir e a sentir-se menos sufocada. Benzeu-se muitas vezes e meteu-se debaixo dos cobertores sem voltar a ser importunada por nada semelhante. 

Outro dos episódios das bruxas, foi o de um homem que saiu de casa à meia-noite e encontrou uma galinha que a cada pancada que se lhe dava, cantava. “Era uma bruxa”, disse o homem. 

Conta-se ainda que já há muitos anos uma mulher que fora cozer o seu pão no forno do povo, à uma hora menos cinco minutos saiu do forno com o tabuleiro de pão á cabeça, quando viu um cavalo a correr atrás dela e muito aflito fugiu para um balcão de pedra que ali se encontrava. O cavalo foi atrás dela mas assim que soou a badalada da uma da manhã o cavalo desapareceu misteriosamente.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O conto dos três irmãos (Relíquias da Morte) - Harry Potter


Era uma vez, três irmãos, que estavam viajando por uma estrada deserta e tortuosa, ao anoitecer. Depois de um tempo, os irmãos chegaram a um rio muito perigoso para atravessar. Os irmãos, porém, eram versados em magia. Os três irmãos, simplesmente, balançaram suas varinhas e fizeram uma ponte. Antes que pudessem atravessar a ponte, tiveram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada: era a morte. Ela se sentiu traída. Traída porque o normal seria que os viajantes se afogassem no rio. Mas a Morte era perspicaz. Ela fingiu parabenizar os três irmãos por sua magia e disse que cada um ganharia um prêmio por ter sido inteligente o bastante para evitá-la. O mais velho pediu a varinha mais poderosa que existisse e a morte lhe deu uma varinha feita da árvore de sabugueiro. O segundo irmão resolveu humilhar a morte ainda mais e pediu o poder de ressuscitar os entes já falecidos, então a morte apanhou uma pedra da margem do rio e a entregou a ele. Finalmente, a morte perguntou ao terceiro irmão: um homem humilde. Ele pediu algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser seguido pela morte. E a morte, de má vontade, lhe entregou sua própria capa da invisibilidade. 

O primeiro irmão foi para uma aldeia distante. Onde, com a varinha de sabugueiro na mão, assassinou um bruxo que não teve nem a oportunidade de lutar. Tomado pelo poder que a varinha das varinhas havia lhe dado, ele seguiu para uma estalagem, onde se gabou por sua invencibilidade. Mas, naquela noite, um outro bruxo roubou a varinha. E, por segurança, cortou a garganta do mais velho dos irmãos. E, assim, a morte levou o primeiro irmão.

Enquanto isso, o segundo irmão viajou para casa, onde pegou a pedra e virou-a três vezes na mão. Para sua alegria, a moça que um dia desejara desposar antes de sua morte precoce apareceu diante dele. Contudo, ela estava triste e fria. Não pertencia mais ao mundo dos mortais. Enlouquecido pelo desesperado desejo, o segundo irmão se matou para poder unir-se a ela. Assim, a morte levou o segundo irmão.

Já o terceiro irmão, a morte procurou por muitos anos, mas jamais conseguiu encontrá-lo. Somente quando atingiu uma idade avançada, foi que o irmão mais novo despiu a capa da invisibilidade e deu-a para seu filho. Ele acolheu a morte como uma velha amiga e a acompanhou de bom grado. E, como iguais, partiram dessa vida.


A varinha de sabugueiro, a pedra da ressurreição e a capa da invisibilidade. Juntas, elas formam as relíquias da morte.