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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Os Mensageiros da Morte


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Certo dia, a morte veio ao mundo para buscar um gigante. No entanto, ao encontrá-la, ele não aceitou ser ceifado e ambos partiram para uma briga. A morte foi espancado pelos colossais golpes do gigante, que fugiu para longe depois de vencer a briga.

Caída no chão, a morte foi socorrida por um jovem rapaz que caminhava por perto e correu ao seu encontro quando a viu naquele estado. Grata ao jovem rapaz pela gentileza que ofereceu a ela, a morte lhe faz uma promessa: embora não pudesse poupá-lo, quando sua hora chegasse, ela enviaria mensageiros para avisá-lo de antemão que o fim estaria próximo.

Muitos anos depois, o mesmo homem é pego de surpresa ao encontrar a morte, vindo buscá-lo. Ele imediatamente a acusa de não ter cumprido com sua promessa, pois não havia enviado mensageiro algum antes de sua chegada. A morte, por sua vez, explica que havia enviado seus mensageiros: a doença, os sinais de envelhecimento e o sono. Após a explicação, o homem compreende e permite que a morte o leve sem objeção.

sábado, 14 de outubro de 2017

Macbeth


O meio teatral é terrivelmente supersticioso, e nenhuma outra peça está rodeada de uma nuvem tão negra de superstição e lenda como Macbeth, de Shakespeare. A tal ponto que é muito frequente, no meio teatral britânico, que nem o nome lhe seja pronunciado. Diz-se apenas “the Scottish play” (Aquela peça escocêsa), e toda a gente sabe do que se fala. Dizem que atrai azar, muito azar, dizer a palavra Macbeth dentro de um teatro (não sendo no texto de uma peça), quem a pronunciar tem de proceder a um ritual de purificação, ou exorcismo, como preferirem (sair do teatro, de costas, cuspir no chão e solicitar a re-entrada ao teatro). As histórias de acidentes graves relacionados com a peça são incontáveis.

Conta-se que, em 1606, o menino que interpretava Lady M. morreu durante uma das primeiras apresentações da peça. Apesar de ninguém saber se houve mesmo o incidente, o boato se espalhou e nutriu a crença de que infortúnios acompanham o espetáculo. Coincidência ou não, ao longo dos séculos, registraram-se inusitados contratempos em diversas montagens.

Em 1992 Antonio Fagundes a protagonizava. O Teatro Arthur Rubinstein, do clube paulistano A Hebraica, abrigou a trama e… pegou fogo! O incêndio começou à tarde, nas coxias, pouco antes de o elenco chegar. Ninguém se feriu. Quando a montagem viajou para Santos (SP), houve nova surpresa: um refletor despencou do teto e quase acertou Fagundes, que estava solitário em cena.

sexta-feira, 31 de março de 2017

A Ilha das Bonecas


A Ilha das Bonecas está localizada no México e fica a 20Km da capital federal. Apesar de haver tantos lugares magníficos de se visitar no México, é essa ilha que chama a atenção de muitos turistas. Sua história é muito conhecida pelo México e, com o tempo, se espalhou pelo mundo, atraindo mais e mais curiosos. Isso se dá porque a ilha assusta muito as pessoas, pois há uma lenda sobre ela.

Durante mais de 25 anos, a Ilha foi habitada por apenas uma pessoa. O morador era Don Julián de Santana Barrera. Diz-se que, certo dia, Don Julián encontrou o cadáver de uma garota que morreu afogada num dos canais da ilha. Após isso, ele começou a ouvir gritos, choros e vozes, que se prolongavam num lamento constante.

Crendo ele que esses sons surreais eram do sofrimento do espírito da garota e assustado, Don Julián espalhou várias bonecas pela ilha para tentar acalmar o espirito da pobre garotinha. Todos os dias, ele espalhava mais e mais bonecas. Hoje, o local conta com milhares de bonecas por todos os lugares da ilha, o que intriga as pessoas que a visitam.

Em 2001, Don Julián levou um de seus sobrinhos para pescar em um dos canais da ilha. Ele contou-lhe a história de que, antigamente, uma sereia que insistia em levá-lo, mas ele nunca foi com ela. Não muito tempo depois, seu sobrinho o encontrou morto nas mesmas águas que tanto temia.

O lugar, então, ficou marcado pelas tragédias misteriosas e foi batizado de "Ilha das Bonecas", pela quantidade enorme de bonecas espalhadas pela ilha. O cenário com todas aquelas bonecas, de todos os tipos, sujas, algumas mutiladas, penduradas em árvores... torna a ilha um cenário macabro e deixa o mistério da lenda em aberto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Teke Teke


Não se sabe o nome da assombração nem muitas informações a seu respeito. Tudo o que se tem conhecimento é que uma simpática moça caiu nos trilhos do metrô (ou pulou, existem várias versões) e foi cortada pela metade pelo trem. Porém, ela nunca se livrou da mágoa e raiva que sentiu por isso.

Então, mesmo sem as pernas, ela move o seu tronco rapidamente pelas ruas à procura de vingança. Se você for azarado o suficiente, ela pode cortá-lo ao meio com uma foice que arrasta consigo. “Teke teke teke” é o som que ela faz ao mover-se usando apenas os seus cotovelos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os Leões de Tsavo


o final do século XIX, mais especificamente em março de 1898, ingleses iniciaram a construção de uma ferrovia sobre o rio Tsavo, no Quênia. O engenheiro coronel John Henry Patterson (1865 - 1947) foi contratado para liderar a construção.A construção parecia que seria tranquila, mas, após a chegada do engenheiro, uma série de mortes se iniciaram na região. Os responsáveis pelas mortes eram dois leões, os quais foram chamados de Sombra e Escuridão.

Durante aproximadamente 9 meses, quase todas as noites, homens eram arrastados de suas tendas e devorados de forma feroz pelos leões de Tsavo. Não demorou para o pânico se instaurar na região. Os trabalhadores tentaram se proteger dos ataques dos leões de várias formas, que incluíram a construção  de cercas de espinho ao redor do acampamento e grandes fogueiras para espantar os bichos. O toque de recolher era bastante rigoroso. Mas, ainda assim, os ataques não cessaram e as obras tiveram que ser suspensas, pois os trabalhadores passaram a abandonar o trabalho com medo de acabar sendo a próxima vítima dos leões de Tsavo.

Os trabalhadores da obra que presenciaram os ataques dos felinos testemunharam que os leões eram espécies de demônios. Isso se deve ao comportamento dos animais, que atacavam sempre com uma estratégia e de forma coordenada. Estima-se que, durante os nove meses, os leões de Tsavo teriam atacado e matado aproximadamente 140 pessoas. Contudo, registros históricos sugerem que apenas 30 mortes estavam envolvidas com os animais.

O coronel Patterson considerou uma questão de honra capturar e matar os leões que lhe causaram tantos problemas. Como ele era um caçador experiente, iniciou a caçada e, meses depois, conseguiu matar o primeiro leão, mais precisamente no dia 9 de Dezembro de 1898. O segundo leão foi morto 20 dias depois. Ambos os leões eram machos, sem juba e anormalmente grandes quando comparados com os outros. Patterson foi aclamado como herói após a morte dos animais e as obras puderam ser retomadas. A construção foi concluída em 1899.

Sombra e Escuridão estão empalhados na exposição permanente no Museu Field de História Natural, em Chicago (imagem acima).

Halloween


O Halloween (também conhecido como Dia das Bruxas) é uma celebração que ocorre todos os anos em vários países do mundo. Hoje em dia ele não tem muita semelhança com as festas que deram origem ao feriado. Pessoas saem de suas casas fantasiadas das mais diversas criaturas. Mas muito mais que uma simples festa à fantasia, o Halloween é uma celebração aos mortos.

Muitos são os que dizem que o Halloween não é comemorado no dia 31 de Outubro por acaso. Acredita-se que é nesse dia em que o manto entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos fica mais frágil. Dizem que é o dia do ano em que mais ocorrem aparições de espíritos. Há quem diga que nesse dia, os espíritos costumam voltar para visitar seus antigos lares e seus amigos e familiares ainda vivos.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Cabeça de Vaca


Reza a lenda que, certo dia, durante uma excursão escolar, já dentro do ônibus de viagem, um professor começou a contar histórias de terror para entreter os seus alunos. Todos ouviam atentamente, sem interrompê-lo. Porém, quando ele começou a contar uma história chamada “Cabeça de Vaca”, os estudantes dispararam a gritar, implorando para que o professor parasse. Mas o professor estava em uma espécie de transe e não conseguiu parar de contar a história. Quando ele voltou a si, tanto o motorista do ônibus como todos os alunos desmaiaram e espumavam pela boca. Não se sabe o conteúdo dessa história, mas alguns alunos não conseguiam parar de suar e ter calafrios e morreram alguns dias depois, bem como o professor e o motorista.

Leviatã


O Leviatã é uma criatura que teve várias interpretações ao longo da história. Geralmente, é visto como uma criatura de grandes proporções, com aspecto de monstro marinho, ou crocodilo, ou a mistura de outros animais. Durante a Idade Média, a Igreja Católica o considerou como a representação do quinto pecado capital: a inveja. Também foi tratado como um dos sete príncipes infernais. E o livro de Jó o apresenta como o pior dos monstros marinhos.

Num diálogo entre Deus e Jó, o próprio Deus disse: "ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror? Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre".

Squonk


O Squonk é uma criatura lendária e dizem que ele habita as florestas de Tsuga, a norte da Pennsylvania. A lenda diz que o Squonk é provavelmente a criatura mais feia que existe. Devido a suas deformidades, ele passa a vida escondendo-se de todos os outros seres vivos que existem para que não vejam o quão feio ele é. Além disso, ele é triste e solitário. Passa sua vida inteira chorando. Há quem diga que seja uma espécie de animal não catalogada ainda, muitas pessoas dizem já ter visto um. Caçadores o buscam frequentemente e dizem que não é tão difícil encontrá-lo, já que ele deixa um rastro de lágrimas por onde vai. Porém, se o Squonk é encurralado, ele se dissolve nas próprias lágrimas, desaparecendo. Ninguém sabe ao certo qual é a aparência do Squonk e, por ser tão feio, ninguém que tenha visto consegue descrevê-lo corretamente.

sábado, 1 de outubro de 2016

Loira do Banheiro


A Loira do Banheiro é uma lenda bastante conhecida no Brasil. Ela conta a história de uma garota de colegial que costumava matar aula sempre que podia. Ela costumava ir ao banheiro ficar lá passando o tempo para não ter que aguentar assistir às aulas que achava tão chatas. Além disso, há quem diga que ela era uma garota muito vaidosa, sempre preocupada com a beleza.

Eis que, um dia, ela estava no banheiro, como sempre, matando aula, quando, de repente, por descuido, escorregou e bateu a cabeça na porcelana de uma das privadas, vindo a falecer com o golpe. E, então, ela se tornou a Loira do Banheiro. Um espírito inquieto, sem paz, que tortura e mata pessoas.

Para invocá-la, deve-se estar dentro de um banheiro e seguir o ritual de dar descarga três vezes e chamar o nome dela três vezes também. Dizem que, além de matar quem a invocou, ela passa a assombrar o banheiro em que foi invocada. E, invocada numa escola, ela passa a matar qualquer aluno que esteja no banheiro só para matar aula.

A lenda da Loira do Banheiro teve origem da lenda da Blood Mary, mas, ao contrário da lenda da Blood Mary, a lenda da Loira do Banheiro não ensina nenhuma forma de mandá-la embora.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Siobhan McDougal - Smallville


Siobhan McDougal é uma supervilã do Universo DC Comics. Ela teve seu direito real de se tornar rainha tomado e foi morta pelo mesmo homem que o tomou. Segundo a lenda, Siobhan se sentiu tão privada de sua vida na terra que ela quis retornar dos mortos e viver novamente. Ela realizou seu desejo, mas teve um preço: já que ela foi traída por um homem, foi amaldiçoada a matar os homens que cruzassem o seu caminho.

Depois que Siobhan foi morta, sua alma foi enviada ao submundo, onde ela obteve grandes poderes: uma força descomunal e a habilidade de matar qualquer homem que ouvir seu lamento. Aldeões supersticiosos também deram um novo nome para ela: Banshee Prateada (mais conhecida assim atualmente).

Lendas falam de um portal, através do qual seu espírito poderia voltar a este mundo. Uma relíquia criada à imagem de Siobhan. Mas, após várias mortes na aldeia, o homem que a matou temeu ser a próxima vítima da Banshee prateada, então ele realizou um ritual escocês antigo e cobriu a relíquia com o sangue de Siobhan, fechando o portal.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Tesouro do Holandês


Existe, na Barra do Cunhaú, rondando próximo aonde teria sido o Fortim da Barra, a alma penada de um comandante holandês que vaga à procura de salvação. Teria ele sido cruel na tomada do Fortim, sendo responsável pela degolação de muitos inocentes. Quando saía da Barra, para tomar o rumo do mar, seu barco naufragou. Ele, no desespero de perder tudo quanto tinha saqueado, resolveu juntar os objetos de maior valor e se jogar ao mar.

Ao nadar em direção à praia, o comandante holandês foi ficando cada vez mais fraco e os objetos caíam de suas mãos, um a um. O último lhe caiu da mão a poucos metros da areia e, pouco depois, seu corpo foi jogado para fora da água. Vivendo como um zumbi, estaria condenado a não entrar na água até devolver o que roubou. Depois disto, poderia voltar ao seu navio e descansar em paz. Desde então, ele oferece o tesouro para se redimir dos pecados. Porém, sua oferta só pode ser feita a mulheres, pois os homens não o vêem, nem o escutam.

Ao abordar as mulheres, ele mostra seu tesouro e pede que elas façam segredo do caso por três dias. As moças, descuidadas, sempre deixam escapar o que viram e o holandês continua sua penúria. Nas noites de céu limpo e água clara, uma trilha de objetos brilhantes é vista na “boca da barra”. É “o tesouro do holandês” ou “a corrente de ouro do pontal” que o mar guarda e o holandês vigia, sempre imóvel e de pé com os olhos fixos na água.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Unicórnio


Unicórnio, também conhecido como Licórnio ou Licorne, é uma criatura mitológica com o corpo de um cavalo, geralmente de pelagem branca, e que possui um grande chifre em espiral no topo de sua cabeça. Sua imagem está associada à pureza e à força. Segundo as narrativas e contos, os unicórnios são seres dóceis e gentis e seus chifres guardam extraordinários poderes mágicos.

Acredita-se que para caçar um unicórnio com êxito, seria necessário muito mais que apenas coragem e força. Por mais que fossem seres dóceis, também sabiam ser perigosos e intimidadores, impedindo que os caçadores conseguissem se aproximar com facilidade. Porém, se o unicórnio encontrasse uma donzela virgem, ele esqueceria sua ferocidade e deitaria sua cabeça em seu colo, adormecendo. Nessa invulnerabilidade, os caçadores conseguiriam capturá-lo.

Ahmad, viajante muçulmano cujo os escritos eram vistos por todos como confiáveis, alegou ter viajado por diversos lugares por onde se caçavam unicórnios. Ele, inclusive, afirmava ter visto potes feitos com chifres de unicórnio.

Em 1663, perto de uma caverna na Alemanha, foi encontrado o esqueleto de um animal que, especulava-se, seria um unicórnio. A caveira estava intacta com um único chifre no meio, preso com firmeza. Cerca de 100 anos depois, uma ossada semelhante foi encontrada perto da mesma caverna. Os dois esqueletos foram analisados por Gottfried Leibniz, sábio da época e grande cientista (ao nível de Sir Isaac Newton), que declarou que (a partir das evidências encontradas) passara a acreditar na existência de unicórnios.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Edward Mordrake


Edward Mordrake foi um herdeiro de um pariato da Inglaterra do século XIX. Você pode até pensar que a imagem acima é uma mera montagem computadorizada, mas não se engane. Edward nasceu com um raro caso de policefalia. Ele nasceu com uma face a mais, uma face em sua nuca. Apesar de comer nem falar, a face era capaz de rir e de chorar. O caso impressionou o mundo. Mas isso não é tudo.

Edward chegou a implorar a vários médicos cirurgiões que lhe operassem para tirar aquela face de seu corpo, porém nenhum deles concordava em fazer aquilo, pois seria uma cirurgia arriscada. Além de ser algo socialmente rejeitável, o real motivo pelo qual Edward queria retirar sua face é porque ele dizia que ela era demoníaca. Sim. Edward afirmava que a face sussurrava para ele coisas terríveis e inimagináveis que o assombravam. E, como não pôde se livrar delas, aos 23 anos de idade, cometeu suicídio.

Edward haveria pedido para que o rosto de sua nuca fosse retirado de seu corpo e destruída antes de ser enterrado, pois ele acreditava fielmente que aquela face era demoníaca e tinha medo de que ela o assombrasse pela eternidade da morte.

domingo, 14 de agosto de 2016

Os Caranguejos


É muito curioso o que se diz do caranguejo pela expressão de algumas locuções populares: "Perdeu a cabeça por causa de camaradas; não morre enforcado, porque não tem pescoço; e por morrer um caranguejo não se cobre o mangue de luto"; e o povo diz ainda que "o caranguejo só é gordo nos meses que não têm R: maio, junho, julho e agosto". Essas informações são dadas incompletas pelos pescadores, dizendo sempre ter ouvido, quando meninos, muitas estórias de caranguejos esquecidas depois. Alguns pescadores dos mangues contam lendas e superstições sobre os crustáceos.

Uma das lendas diz que os caranguejos são governados por uma espécie de rei, um caranguejo cujo casco mede uns vinte centímetros e tem patas enormes. Chamam-no de garrancho. É um crustáceo esverdeado, misterioso, dificilmente visto. Vive no fundo da lama, num buraco muito profundo, com a entrada escondida. Nenhum pescador de mangue o vê duas vezes na vida. O garrancho só deixa o buraco para sair uma vez por ano, à meia-noite da Sexta-Feira da Paixão. Anda até o primeiro cantar do galo. Volta, mete-se em casa e não há mais quem o enxergue.

Quem conseguir arrancar ao menos uma pata ao garrancho está com a vida garantida, porque nunca mais lhe faltará caranguejo, siri ou goiamum. Basta trazer a pata do garrancho no bolso e riscar com ela na lama do mangue.

Havia um pescador que dizia que era mentira quando se afirmava ter visto o garrancho ou conseguido uma patinha para dar sorte. Ele havia prendido um, enorme na gamboa da Garatuba Grande, amarrara-o com uma embira num galho de mangue e ao voltar encontrara o cipó intacto, com o mesmo nó e do garrancho nem rasto. Este é o crustáceo que tem a figura de uma moça encantada no casco, muito mais nítida e perfeita que seus vassalos. E tem também a cruz, bem clara. Por isso sai no dia em que a cruz se ergueu com o Salvador. Essa tradição do caranguejo com uma cruz, tem registo velho e área geográfica de crendice bem longe dos mangues do Rio Grande do Norte. São Francisco Xavier atirou ao mar, perto das Molucas, na Oceania, seu crucifixo para acalmar uma tempestade. Um caranguejo susteve o crucifixo no casco e entregou a relíquia ao santo, quando este desceu na primeira praia. Como lembrança ficou uma cicatriz cruciforme no casco.

No dia do Domingo de Ramos, na Semana Santa, há uma Procissão de Caranguejos. Dizem que os caranguejos faziam, igualmente, sua procissão de Ramos. À noite desse domingo, saíam de patas erguidas, sustendo raminhos de mangue.

Kappa


O Kappa é uma criatura do folclore japonês. É conhecido como o demônio das águas japonesas. Vive em rios, lagos e lagoas e tem a aparência de um anfíbio ou peixe, com a pele cheia de escamas, as costas de uma tartaruga e o rosto semelhante ao de um macaco. A característica mais marcante dessa criatura é uma depressão em forma de pires em sua cabeça, na qual ele põe água quando está em terra firme, para concentrar seus poderes sobrenaturais. Em sua forma adulta, ele tem o tamanho de uma criança de dez anos.

O Kappa é visto como uma criatura mal-intencionada e costuma se alimentar do corpo e do sangue de suas vítimas. Inclusive, acredita-se que ele adora a carne humana, especialmente o fígado. Então, ele sai da água para caçar suas presas. Porém, dizem também que o Kappa não é de todo o mal. Apesar de ser mal-intencionado, eles também são inteligentes e honrados. Dizem que foi um Kappa que ensinou o ser humano a tratar de fratura e ossos quebrados em troca de devolverem a ele seu braço amputado (pois, colocado de volta no lugar, um braço arrancado de um Kappa pode se regenerar em poucos dias e ficar novo em folha).

O Kappa também é retratado como uma criatura que prefere devorar crianças desobedientes. Principalmente, as que se aventuram às margens de rios, lagos e lagoas sem a permissão dos pais. E, quando o Kappa não está caçando suas presas, ele costuma se divertir de alguma forma, pois sua aparência infantil não é por acaso. Ele realmente gosta de se divertir.

Diz-se também que há como evitar o ataque de um Kappa. O alimento preferido de um Kappa é o pepino. Então, se um Kappa estiver prestes a te atacar, basta jogar um pepino para ele e ele se sentirá grato por aquilo. Há pessoas que, até os dias de hoje, jogam pepinos na água com nomes de pessoas grafados neles, pois dizem que quando o Kappa for comer o pepino, ele vai ver o nome da pessoa e vai se sentir na obrigação de nunca atacá-la. Além disso, também há a reverência. Se uma pessoa o cumprimentar várias vezes, curvando a cabeça para isso, o Kappa vai fazer a mesma coisa e vai acabar derramando a água que leva no topo de usa cabeça. Há quem diga que após isso, ele precisa correr de volta para água imediatamente. E há quem diga que, após derramar toda a água, ele morre.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Hypno - Pokémon


Há uma lenda bem sinistra sobre o pokémon Hypno. Diz-se que ele levaria crianças consigo e não as traria de volta nunca mais. Não se sabe para onde ele as leva nem muito menos o que faz com elas. Há quem diga que as sequestra para se alimentar de seus sonhos.

O próprio anime diz que o Hypno é um pokémon do tipo psíquico que tem capacidade de controlar os outros pokémons e até mesmo pessoas através da hipnose. Inclusive, no primeiro episódio em que um Hypno aparece, é justamente o que ele faz. No episódio, as crianças estão desaparecendo até que encontram-nas em transe, cada qual achando ser um pokémon. Tudo obra do Hypno.

Diz-se também que as crianças, ao serem hipnotizadas, conseguiriam ouvir a voz de Hypno.  Ao que tudo indica, a voz diria o seguinte:

- Venha criança, Venha comigo. Seguro e feliz você será. Longe de tudo vamos correr. Com Hypno você tem muito mais diversão. Oh criancinha, por favor, não chore. Hypno não faria mal a uma mosca. Seja livre, seja livre para brincar. Venha comigo para comigo ficar. - que seria uma forma de persuadir a criança a querer ir com ele.

Porém, após decidirem ir com Hypno, as crianças ficariam horrorizadas ao conseguir ouvir uma voz macabra em suas mentes. Uma voz que seria do Hypno. Dessa vez, mostrando sua verdadeira intenção:

- Oh criancinha, por favor, não se contorça. Essas cordas, eu sei, firmes vão lhe segurar. Hypno disse para você que tudo era verdade. Infelizmente, Hypno mentiu para você. Oh criancinha, não posso lhe deixar. Por você, a sua família irá sofrer. Sua mente desvendarei, para que eu possa entrar. Deixando o terror dos seus sonhos lhe assombrar. Mas, certamente, você já deve ter descoberto. É hora de você ir. Criancinha, você não foi inteligente. Agora você vai ficar comigo para sempre.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Hitobashira


Hitobashira significa "pilares humanos" e é uma lenda japonesa relacionada às construções antigas. As pessoas acreditavam que, para que suas construções fossem sempre protegidas e que perdurassem por muitos anos sem se deteriorarem, deveriam fazer sacrifícios.

Os sacrifícios eram simples, porém não deixavam de ser macabros. As pessoas selecionadas para o sacrifício eram seladas dentro dos pilares das construções. Se os deuses gostassem do sacrifício, a construção seria protegida e duraria muitos anos. Porém, a construção também ficaria sempre assombrada pelos espíritos das pessoas sacrificadas.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Lilith

A lenda de Lilith tem várias versões nos diversos lugares do mundo e é uma lenda já bem antiga de um dos seres femininos que mais causa curiosidade nas pessoas.

Mitologia Mesopotâmica


Lilith foi uma deusa adorada na Mesopotâmia associada com ventos e tempestade, que se imaginava serem portadores de enfermidades e morte. Segundo a antiga Mesopotâmia, Lilith se utilizaria das águas como um portal para transitar entre o seu mundo e o nosso. Nessa mitologia, ela também é considerada um demônio feminino da noite.

Mitologia Suméria


Na mitologia suméria, a imagem de Lilith também aparece na categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas. Na Babilônia, assim como na Suméria, ela, ao mesmo tempo que era cultuada, era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois, assim como a lua, era era uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a deusas da fertilidade, assim como também a deusas cruéis.

Mitologia Grega


Na mitologia grega, Lilith é associada à deusa Hecate, "a mulher escarlate", uma deusa que guarda as portas do inferno (ou tártaro) montada em Cérbero (o cão de três cabeças). A associação se dá devido a Hecate, assim como Lilith, representar, na mitologia grega, a vida noturna e a rebeldia da mulher para com o homem.

Mitologia Bíblica


Segundo alguns mitos cristãos e até mesmo algumas interpretações do livro Gênesis da bíblia, haveria Deus criado uma mulher antes de Eva e essa seria Lilith. Segundo os mitos, Deus teria criado Lilith da mesma forma que criou Adão: do barro. Porém, Adão e Lilith não se deram bem um com o outro. Ela se recusava a ficar sempre por baixo durante a relação sexual. Já Adão dizia que jamais ficaria por baixo, pois Lilith deveria sempre estar abaixo dele, de forma inferior, submissa. Mas Lilith retrucou, pois ambos haviam sido criados da mesma forma, como iguais e como iguais eles teriam que se tratar para poder conviver. Como nenhum lado cedeu, Lilith se cansou de tudo aquilo e saiu do Jardim do Éden. Adão, por sua vez, conversou com Deus, avisando-o que a mulher que ele havia lhe dado havia fugido. Então, Deus mandou três anjos a buscar Lilith: Sanvi, Sansavi e Samangelaf. Porém, quando os anjos insistiram para Lilith regressasse, ela se negou, mesmo sob a ameaça deles afogarem-na se não voltasse com eles. Então, Deus a condenou a perder cem filhos por dia como punição por sua desobediência. Desde então, para proteger os recém-nascidos da influência de Lilith, as pessoas deveriam colocar amuletos com o nome dos três anjos perto de seus filhos.

Diz-se então que, após isso, Lilith juntou-se aos anjos renegados, sendo reconhecida como um demônio. Também acredita-se que ela foi a serpente que ofereceu o fruto proibido a Eva, fazendo com que Adão e Eva fossem expulsos do paraíso. Ela (Lilith) então passou a perseguir os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém-casados.

Com a modernidade, Lilith foi considerada a primeira feminista da história, sendo a primeira mulher a se revelar contra o sistema patriarcal.

Surgimento do Vampirismo


Acredita-se que foi com Lilith que o vampirismo surgiu. Como ela foi amaldiçoada por Deus a perder cem filhos por dia, seus filhos nasciam mortos, porém ressuscitavam como criaturas que foram denominadas de Súcubos, quando mulheres e Íncubos, quando homens. Ou simplesmente Lilims. Eles se alimentavam do ato sexual e de sangue humano.

Os ataques de Lilith tinha sua peculiaridade. Como a aperto esmagador no peito, por vingança de ter que ficar por baixo na relação sexual com Adão. Ela também podia cortar o pênis de um homem com sua vagina. Ao mesmo tempo em que representava a liberdade feminina, Lilith também representava a castração masculina.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Saci


O Saci, também conhecido como Saci-Pererê, Saci-Cererê, Matimpererê, Matita Perê, Saci-Saçurá e Saci-Trique, é uma personagem bastante conhecido do folclore brasileiro. Ele é, geralmente, caracterizado como um negrinho que perdeu uma das pernas lutando capoeira, sempre com um gorro vermelho na cabeça e fumando um cachimbo. Dizem que ele se locomove pulando dentro de um redemoinho, no qual ele tanto aparece quanto desaparece nos lugares. O Saci, ora é visto como um ser maléfico, ora como um ser brincalhão, ora como um ser gracioso.

Muitas pessoas acreditam até hoje que quando alguém perde alguma coisa, foi o Saci quem escondeu e que, só depois de alguns dias, ele vai devolver. Esse tipo de coisa é feita por ele por diversão, pois é muito brincalhão. Ele também costuma azedar os alimentos, fazer o leite derramar mais rápido quando está sendo fervido e por aí vai. Porém, ele tem uma fraqueza. Dizem que se alguém tirar o gorro vermelho que o Saci leva na cabeça, ele perderia seus poderes mágicos e seria obrigado a servir quem pegou seu gorro até recebê-lo de volta.

A função do Saci era o controle, sabedoria, e manuseio de tudo que estivesse relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas. Como suas habilidades eram da farmacopeia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde se encontravam essas ervas sagradas e, se alguém se atrevesse a entrar na mata e coletar de suas ervas sem lhe pedir permissão, ele o castigaria, muitas vezes confundindo as rotas e fazendo a pessoa se perder na mata.