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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Os Mensageiros da Morte


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Certo dia, a morte veio ao mundo para buscar um gigante. No entanto, ao encontrá-la, ele não aceitou ser ceifado e ambos partiram para uma briga. A morte foi espancado pelos colossais golpes do gigante, que fugiu para longe depois de vencer a briga.

Caída no chão, a morte foi socorrida por um jovem rapaz que caminhava por perto e correu ao seu encontro quando a viu naquele estado. Grata ao jovem rapaz pela gentileza que ofereceu a ela, a morte lhe faz uma promessa: embora não pudesse poupá-lo, quando sua hora chegasse, ela enviaria mensageiros para avisá-lo de antemão que o fim estaria próximo.

Muitos anos depois, o mesmo homem é pego de surpresa ao encontrar a morte, vindo buscá-lo. Ele imediatamente a acusa de não ter cumprido com sua promessa, pois não havia enviado mensageiro algum antes de sua chegada. A morte, por sua vez, explica que havia enviado seus mensageiros: a doença, os sinais de envelhecimento e o sono. Após a explicação, o homem compreende e permite que a morte o leve sem objeção.

sábado, 14 de outubro de 2017

Macbeth


O meio teatral é terrivelmente supersticioso, e nenhuma outra peça está rodeada de uma nuvem tão negra de superstição e lenda como Macbeth, de Shakespeare. A tal ponto que é muito frequente, no meio teatral britânico, que nem o nome lhe seja pronunciado. Diz-se apenas “the Scottish play” (Aquela peça escocêsa), e toda a gente sabe do que se fala. Dizem que atrai azar, muito azar, dizer a palavra Macbeth dentro de um teatro (não sendo no texto de uma peça), quem a pronunciar tem de proceder a um ritual de purificação, ou exorcismo, como preferirem (sair do teatro, de costas, cuspir no chão e solicitar a re-entrada ao teatro). As histórias de acidentes graves relacionados com a peça são incontáveis.

Conta-se que, em 1606, o menino que interpretava Lady M. morreu durante uma das primeiras apresentações da peça. Apesar de ninguém saber se houve mesmo o incidente, o boato se espalhou e nutriu a crença de que infortúnios acompanham o espetáculo. Coincidência ou não, ao longo dos séculos, registraram-se inusitados contratempos em diversas montagens.

Em 1992 Antonio Fagundes a protagonizava. O Teatro Arthur Rubinstein, do clube paulistano A Hebraica, abrigou a trama e… pegou fogo! O incêndio começou à tarde, nas coxias, pouco antes de o elenco chegar. Ninguém se feriu. Quando a montagem viajou para Santos (SP), houve nova surpresa: um refletor despencou do teto e quase acertou Fagundes, que estava solitário em cena.

sexta-feira, 31 de março de 2017

A Ilha das Bonecas


A Ilha das Bonecas está localizada no México e fica a 20Km da capital federal. Apesar de haver tantos lugares magníficos de se visitar no México, é essa ilha que chama a atenção de muitos turistas. Sua história é muito conhecida pelo México e, com o tempo, se espalhou pelo mundo, atraindo mais e mais curiosos. Isso se dá porque a ilha assusta muito as pessoas, pois há uma lenda sobre ela.

Durante mais de 25 anos, a Ilha foi habitada por apenas uma pessoa. O morador era Don Julián de Santana Barrera. Diz-se que, certo dia, Don Julián encontrou o cadáver de uma garota que morreu afogada num dos canais da ilha. Após isso, ele começou a ouvir gritos, choros e vozes, que se prolongavam num lamento constante.

Crendo ele que esses sons surreais eram do sofrimento do espírito da garota e assustado, Don Julián espalhou várias bonecas pela ilha para tentar acalmar o espirito da pobre garotinha. Todos os dias, ele espalhava mais e mais bonecas. Hoje, o local conta com milhares de bonecas por todos os lugares da ilha, o que intriga as pessoas que a visitam.

Em 2001, Don Julián levou um de seus sobrinhos para pescar em um dos canais da ilha. Ele contou-lhe a história de que, antigamente, uma sereia que insistia em levá-lo, mas ele nunca foi com ela. Não muito tempo depois, seu sobrinho o encontrou morto nas mesmas águas que tanto temia.

O lugar, então, ficou marcado pelas tragédias misteriosas e foi batizado de "Ilha das Bonecas", pela quantidade enorme de bonecas espalhadas pela ilha. O cenário com todas aquelas bonecas, de todos os tipos, sujas, algumas mutiladas, penduradas em árvores... torna a ilha um cenário macabro e deixa o mistério da lenda em aberto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Teke Teke


Não se sabe o nome da assombração nem muitas informações a seu respeito. Tudo o que se tem conhecimento é que uma simpática moça caiu nos trilhos do metrô (ou pulou, existem várias versões) e foi cortada pela metade pelo trem. Porém, ela nunca se livrou da mágoa e raiva que sentiu por isso.

Então, mesmo sem as pernas, ela move o seu tronco rapidamente pelas ruas à procura de vingança. Se você for azarado o suficiente, ela pode cortá-lo ao meio com uma foice que arrasta consigo. “Teke teke teke” é o som que ela faz ao mover-se usando apenas os seus cotovelos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os Leões de Tsavo


o final do século XIX, mais especificamente em março de 1898, ingleses iniciaram a construção de uma ferrovia sobre o rio Tsavo, no Quênia. O engenheiro coronel John Henry Patterson (1865 - 1947) foi contratado para liderar a construção.A construção parecia que seria tranquila, mas, após a chegada do engenheiro, uma série de mortes se iniciaram na região. Os responsáveis pelas mortes eram dois leões, os quais foram chamados de Sombra e Escuridão.

Durante aproximadamente 9 meses, quase todas as noites, homens eram arrastados de suas tendas e devorados de forma feroz pelos leões de Tsavo. Não demorou para o pânico se instaurar na região. Os trabalhadores tentaram se proteger dos ataques dos leões de várias formas, que incluíram a construção  de cercas de espinho ao redor do acampamento e grandes fogueiras para espantar os bichos. O toque de recolher era bastante rigoroso. Mas, ainda assim, os ataques não cessaram e as obras tiveram que ser suspensas, pois os trabalhadores passaram a abandonar o trabalho com medo de acabar sendo a próxima vítima dos leões de Tsavo.

Os trabalhadores da obra que presenciaram os ataques dos felinos testemunharam que os leões eram espécies de demônios. Isso se deve ao comportamento dos animais, que atacavam sempre com uma estratégia e de forma coordenada. Estima-se que, durante os nove meses, os leões de Tsavo teriam atacado e matado aproximadamente 140 pessoas. Contudo, registros históricos sugerem que apenas 30 mortes estavam envolvidas com os animais.

O coronel Patterson considerou uma questão de honra capturar e matar os leões que lhe causaram tantos problemas. Como ele era um caçador experiente, iniciou a caçada e, meses depois, conseguiu matar o primeiro leão, mais precisamente no dia 9 de Dezembro de 1898. O segundo leão foi morto 20 dias depois. Ambos os leões eram machos, sem juba e anormalmente grandes quando comparados com os outros. Patterson foi aclamado como herói após a morte dos animais e as obras puderam ser retomadas. A construção foi concluída em 1899.

Sombra e Escuridão estão empalhados na exposição permanente no Museu Field de História Natural, em Chicago (imagem acima).

Halloween


O Halloween (também conhecido como Dia das Bruxas) é uma celebração que ocorre todos os anos em vários países do mundo. Hoje em dia ele não tem muita semelhança com as festas que deram origem ao feriado. Pessoas saem de suas casas fantasiadas das mais diversas criaturas. Mas muito mais que uma simples festa à fantasia, o Halloween é uma celebração aos mortos.

Muitos são os que dizem que o Halloween não é comemorado no dia 31 de Outubro por acaso. Acredita-se que é nesse dia em que o manto entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos fica mais frágil. Dizem que é o dia do ano em que mais ocorrem aparições de espíritos. Há quem diga que nesse dia, os espíritos costumam voltar para visitar seus antigos lares e seus amigos e familiares ainda vivos.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Cabeça de Vaca


Reza a lenda que, certo dia, durante uma excursão escolar, já dentro do ônibus de viagem, um professor começou a contar histórias de terror para entreter os seus alunos. Todos ouviam atentamente, sem interrompê-lo. Porém, quando ele começou a contar uma história chamada “Cabeça de Vaca”, os estudantes dispararam a gritar, implorando para que o professor parasse. Mas o professor estava em uma espécie de transe e não conseguiu parar de contar a história. Quando ele voltou a si, tanto o motorista do ônibus como todos os alunos desmaiaram e espumavam pela boca. Não se sabe o conteúdo dessa história, mas alguns alunos não conseguiam parar de suar e ter calafrios e morreram alguns dias depois, bem como o professor e o motorista.

sábado, 1 de outubro de 2016

Loira do Banheiro


A Loira do Banheiro é uma lenda bastante conhecida no Brasil. Ela conta a história de uma garota de colegial que costumava matar aula sempre que podia. Ela costumava ir ao banheiro ficar lá passando o tempo para não ter que aguentar assistir às aulas que achava tão chatas. Além disso, há quem diga que ela era uma garota muito vaidosa, sempre preocupada com a beleza.

Eis que, um dia, ela estava no banheiro, como sempre, matando aula, quando, de repente, por descuido, escorregou e bateu a cabeça na porcelana de uma das privadas, vindo a falecer com o golpe. E, então, ela se tornou a Loira do Banheiro. Um espírito inquieto, sem paz, que tortura e mata pessoas.

Para invocá-la, deve-se estar dentro de um banheiro e seguir o ritual de dar descarga três vezes e chamar o nome dela três vezes também. Dizem que, além de matar quem a invocou, ela passa a assombrar o banheiro em que foi invocada. E, invocada numa escola, ela passa a matar qualquer aluno que esteja no banheiro só para matar aula.

A lenda da Loira do Banheiro teve origem da lenda da Blood Mary, mas, ao contrário da lenda da Blood Mary, a lenda da Loira do Banheiro não ensina nenhuma forma de mandá-la embora.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Siobhan McDougal - Smallville


Siobhan McDougal é uma supervilã do Universo DC Comics. Ela teve seu direito real de se tornar rainha tomado e foi morta pelo mesmo homem que o tomou. Segundo a lenda, Siobhan se sentiu tão privada de sua vida na terra que ela quis retornar dos mortos e viver novamente. Ela realizou seu desejo, mas teve um preço: já que ela foi traída por um homem, foi amaldiçoada a matar os homens que cruzassem o seu caminho.

Depois que Siobhan foi morta, sua alma foi enviada ao submundo, onde ela obteve grandes poderes: uma força descomunal e a habilidade de matar qualquer homem que ouvir seu lamento. Aldeões supersticiosos também deram um novo nome para ela: Banshee Prateada (mais conhecida assim atualmente).

Lendas falam de um portal, através do qual seu espírito poderia voltar a este mundo. Uma relíquia criada à imagem de Siobhan. Mas, após várias mortes na aldeia, o homem que a matou temeu ser a próxima vítima da Banshee prateada, então ele realizou um ritual escocês antigo e cobriu a relíquia com o sangue de Siobhan, fechando o portal.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Tesouro do Holandês


Existe, na Barra do Cunhaú, rondando próximo aonde teria sido o Fortim da Barra, a alma penada de um comandante holandês que vaga à procura de salvação. Teria ele sido cruel na tomada do Fortim, sendo responsável pela degolação de muitos inocentes. Quando saía da Barra, para tomar o rumo do mar, seu barco naufragou. Ele, no desespero de perder tudo quanto tinha saqueado, resolveu juntar os objetos de maior valor e se jogar ao mar.

Ao nadar em direção à praia, o comandante holandês foi ficando cada vez mais fraco e os objetos caíam de suas mãos, um a um. O último lhe caiu da mão a poucos metros da areia e, pouco depois, seu corpo foi jogado para fora da água. Vivendo como um zumbi, estaria condenado a não entrar na água até devolver o que roubou. Depois disto, poderia voltar ao seu navio e descansar em paz. Desde então, ele oferece o tesouro para se redimir dos pecados. Porém, sua oferta só pode ser feita a mulheres, pois os homens não o vêem, nem o escutam.

Ao abordar as mulheres, ele mostra seu tesouro e pede que elas façam segredo do caso por três dias. As moças, descuidadas, sempre deixam escapar o que viram e o holandês continua sua penúria. Nas noites de céu limpo e água clara, uma trilha de objetos brilhantes é vista na “boca da barra”. É “o tesouro do holandês” ou “a corrente de ouro do pontal” que o mar guarda e o holandês vigia, sempre imóvel e de pé com os olhos fixos na água.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Hitobashira


Hitobashira significa "pilares humanos" e é uma lenda japonesa relacionada às construções antigas. As pessoas acreditavam que, para que suas construções fossem sempre protegidas e que perdurassem por muitos anos sem se deteriorarem, deveriam fazer sacrifícios.

Os sacrifícios eram simples, porém não deixavam de ser macabros. As pessoas selecionadas para o sacrifício eram seladas dentro dos pilares das construções. Se os deuses gostassem do sacrifício, a construção seria protegida e duraria muitos anos. Porém, a construção também ficaria sempre assombrada pelos espíritos das pessoas sacrificadas.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Lobisomem


Um lobisomem, ou licantropo, é um ser humano que pode se transformar parcial ou completamente em um lobo. É uma lenda mundialmente conhecida e que, até hoje, apavora muitas pessoas. Por ser mundialmente conhecida e já ser antiga, é uma lenda com muitas versões.

Para se tornar um lobisomem há diversos meios, se considerarmos todas ou muitas das versões da lenda. Diz-se que a sétima criança numa sequência de filhos do mesmo sexo tornar-se-ia um lobisomem. Outra versão já diz que seria um filho homem nascido após uma sucessão de sete filhas mulheres. Também há quem diga que a licantropia é passada em família. Quando um membro da família que se transforma na aberração morresse, ele passaria a maldição para outro membro (de pai para filho, ou de avô para neto). Outra versão também diz que o sétimo filho de um sétimo filho se tornaria um lobisomem. Também diz-se que a transformação começaria a ocorrer aos 13 anos.

Se uma pessoa pode se transformar em um lobisomem, há sinais facilmente perceptíveis para identificá-la: mudanças de comportamento, jeito misterioso e quase sempre com olheiras. O licantropo, na forma humana, é uma pessoa muito atenta às outras, sempre desconfiando de tudo e de todos. Geralmente, têm medo de que descubram que é uma aberração, porém, em contrapartida, na forma humana, é uma pessoa bastante protetora.

Em algumas regiões, o lobisomem se transforma à meia-noite, às sexta-feiras, numa encruzilhada. Após a transformação, ele sai por aí sedento de sangue, atacando e matando ferozmente qualquer coisa que se mexa. Ao amanhecer, ele volta para a mesma encruzilhada para se transformar de volta em ser humano.

Há também que diga que lobisomens têm preferência por bebês não batizados. Também dizem em alguns lugares que, após a transformação, o lobisomem tem que atravessar sete cemitérios antes do amanhecer para poder voltar à sua forma humana, caso contrário ficará em forma de besta para sempre.

Algumas pessoas acreditam que, para ferir ou mesmo matar um lobisomem, deve-se usar prata. Também há quem diga que o fogo poderia servir também. Pessoas que os associam a demônios também acreditam que crucifixos e água benta poderiam funcionar contra a criatura.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Marca de Nascença - Vida Passada


Atualmente, muitas pessoas acreditam que as marcas que trazemos conosco quando nascemos vieram bem antes disso. Isso mesmo! Elas seriam resultado de acontecimentos ocorridos na vida passada. Uma provável lembrança de como você teria morrido, ou mesmo coisas que não necessariamente teriam te matado, mas deixaram sequelas suficientes para serem marcadas na próxima vida.

Por exemplo, pessoas que em uma vida passada teriam sofrido uma queda de cavalo, poderiam nascer nesta vida com costelas calcificadas. Um índio morto com uma flechada nas costas poderia nascer com uma mancha no exato lugar aonde recebeu o ataque. Verrugas no pescoço poderiam indicar que a pessoa morreu sendo enforcada. Uma pessoa que sofreu uma grande pancada no pé, como, por exemplo, se um tronco de árvore tivesse caído por cima, poderia nascer com uma deformidade no pé. Dores inexplicáveis poderiam ser ferimentos de guerra. Problemas de visão poderiam indicar que a pessoa era cega na vida passada. Manchas diversas pelo corpo poderiam indicar que a pessoa morreu queimada, assim como problemas de estômago indicariam que a pessoa foi envenenada. E por aí vai.

Lembranças do passado que se preservaram guardadas na alma e se manifestaram na reencarnação, lembranças tristes e dolorosas que talvez tenham vindo para servir de lição. Lembranças que, se a lenda for verídica, serão feitas nessa vida e enviadas para a próxima assim como feito da anterior à nossa. E então? Você tem alguma mancha pelo corpo? Ela pode significar bem mais do que aparenta.

sábado, 21 de maio de 2016

Bloody Mary


Bloody Mary, também conhecida como Maria Sangrenta e Bruxa do Espelho, é uma lenda mundialmente conhecida, tendo originado-se nos Estados Unidos. A lenda conta que ela era uma mulher que, há cem anos, foi morta por um cirurgião, o qual usava como marca registrada a letra "T". Diz-se que o cirurgião arrancou os olhos de Mary e que ela morreu diante de um espelho. Antes de morrer, Mary teria tentado falar o nome de seu assassino, porém não conseguiu. Ainda assim, ela fez um "T" com seu sangue no espelho, para tentar acusá-lo de algum modo e, depois, morreu.

Reza a lenda que se uma pessoa pronunciar seu nome três vezes seguidas diante de um espelho, a invocará e ela matará qualquer um que tenha um assassinato nas mãos e não tenha confessado a ninguém, arrancando seus olhos ao fazê-lo. Dizem que, enquanto mata a pessoa, ela escreve com sangue o nome da vítima da pessoa em questão, depois arranca seus olhos, para que sua última imagem seja do nome da pessoa que matou. Dessa forma, muitas pessoas consideram a Bloody Mary uma justiceira.

Outra versão da lenda conta que Bloody Mary teria sofrido de uma doença terminal e que, após entrar em coma, seu pai, que seria cirurgião, a teria enterrado no quintal de casa. Com medo de que sua filha viesse a despertar, ele colocou um sino ligado ao caixão, para que ela o tocasse se precisasse sair dali. Porém, um dia, ao acordar, seu pai teria encontrado o sino totalmente destruído e, desesperado, ele correu para desenterrá-la, mas ela já havia morrido asfixiada. Quando ele abriu o caixão, Mary estava sem as unhas, a tampa do caixão estava arranhada e suja de sangue com as unhas de Mary presas na madeira dela. Ela teria lutado com todas as forças para sair dali, mas foi sem êxito.

Há também quem diga que se alguém arranjar um jeito de fazer a Bloody Mary se ver no espelho, conseguirá mandá-la embora. Pois, assim como ela mata assassinos, ela se veria como uma assassina e teria seus olhos arrancados mais uma vez, desaparecendo por completo.


Bloody Mary! Bloody Mary! Bloody Mary!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Ícaro


Havia um famoso arquiteto que se chamava Dédalo. Dédalo tinha um sobrinho chamado Talo, o qual, certa vez, ao observar uma espinha de peixe, teve a ideia de criar a primeira serra. Com inveja de seu sobrinho, Dédalo o jogou de um precipício na intensão de matá-lo, porém, durante a queda, os deuses o transformaram num perdiz, impedindo-o de morrer. Mas, assim mesmo, Dédalo foi julgado pela morte de seu sobrinho e foi expulso de sua terra natal, refugiando-se em Creta com seu filho Ícaro sob a proteção do rei Minos.

Em Creta, Dédalo construiu o labirinto do minotauro e, após muito tempo, depois do minotauro morrer, Dédalo e Ícaro ficaram presos dentro do labirinto. Engenhoso, Dédalo construiu asas a partir de cera de abelha e penas de gaivota, um par para si e outro para seu filho e advertiu a este que não voasse muito próximo ao sol, pois a cera iria derreter e ele iria cair, e tampouco voasse perto do mar, pois as asas, molhadas, tornariam-se mais pesadas e dificilmente continuariam no ar.

E ambos lançaram-se ao céu com as asas. Porém, Ícaro não deu ouvidos ao seu pai. Ele estava animado com aquilo e queria voar o mais próximo do sol que pudesse e assim o fez. Infelizmente, foi próximo demais e a cera derreteu, fazendo suas asas desmancharem e ele cair no mar, afogando-se. Seu pai continuou seguindo para a costa, sem parar de chorar até chegar à Sicília, onde foi acolhido pelo rei Cocálo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vampiro


A lenda dos vampiros é conhecida mundialmente e vem sendo registrada desde os tempos pré-históricos. Mas nos tempos antigos não se conhecia a palavra "vampiro" e criaturas que se alimentam de sangue eram sempre associadas a demônios e espíritos malignos. Tanto que já houveram muitas mortes de pessoas por serem acusadas de vampirismo.

Para se tornar um vampiro há diversos meios citados nas lendas. No folclore eslavo e chinês, por exemplo, dizem que qualquer corpo acometido por um animal, em particular um cão ou um gato, temia-se que se tornasse um vampiro. No folclore russo, diz-se que teriam sido bruxos ou pessoas que se voltaram contra a igreja em vida. Há também quem diga que são vítimas de suicídio, ou pessoas possuídas por espíritos maléficos e que pode-se tornar-se um vampiro se for mordido por um deles.

Alguns exemplos de defesas que os humanos poderiam ter contra os vampiros: dizem que o alho e ramos de roseira silvestre os faria mal. Na Europa, diz-se que espalhar sementes de mostarda pelo telhado os repeliria. Há também os itens sagrados, como crucifixos, roseiras e água benta. Além disso, dizem que vampiros não podem pisar em chão sagrado, como o de igrejas e templos, que não podem atravessar água corrente e há quem diga que eles precisariam de permissão para entrar na casa de um ser humano, mas que, depois de receber a permissão, não precisariam dela para entrar novamente.

Há também quem diga que vampiros seriam fracos contra a luz do sol. Também dizem que eles não tem reflexo diante de um espelho e nem tem sombra. Essas seriam formas de identificá-los, porém, elas não são muito aceitas, pois dizem não serem verdade.

Há também quem diga que vampiros se levantam do túmulo por sentimentos como culpa, ódio e desejo. Eles sairiam à procura, primeiro, de seus entes queridos, para reencontrá-los e, provavelmente, por algum motivo, fazer-lhes mal, assombrando-os ou até coisas piores que isso. Também dizem que eles procurariam pessoas para terem encontros sexuais para satisfazer desejos que não foram satisfeitos em vida.

Os vampiros que conhecemos hoje representados em filmes e séries são, em sua maioria, com aspecto humano. Porém, nas origens da lenda, eles não teriam aspecto necessariamente humano. Eram criaturas horrendas, representados por imagens demoníacas. Coisas sem compaixão que matavam pessoas sem dó nem piedade para beber-lhes o sangue. Eles poderiam até parecer com zumbis, pois, como eram, na maioria das vezes, representados como mortos-vivos, eram vistos como corpos humanos em decomposição.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Benu


Benu seria uma ave parecida com uma garça, muitas vezes representada com a coroa branca do Egito sobre sua cabeça, pois era vista como uma criatura da realeza. Benu possui o corpo coberto de belas penas brancas e duas delas se estendiam depois de sua cabeça. Além disso, Benu também tinha vários traços que o fazem ser comparado a uma fênix.

Benu já foi considerado a alma de Ré (o deus sol), quando ele tivera pousado na primeira porção de terra emersa da água no mundo, dando origem à vida. Outrora, porém, foi considerado a alma de Osíris, surgida após a morte do deus pelo seu irmão Seth. Porém, segundo outro mito egípcio, uma gansa, conhecida como a Grande Grasnadora, pôs o primeiro ovo, do qual nasceu Benu.

Sua comparação com a Fênix se deve ao fato de que dizia-se que o Benu aparecia a cada quinhentos anos, trazendo o corpo do pai falecido. Então, a ave criava uma fogueira na qual parecia e a partir da qual surgiria uma nova ave.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Rasga Mortalha


Há uma lenda de que corujas, geralmente brancas e que vivem nas torres das igrejas matrizes das cidades, poderiam ser sinal de mau agouro. Essas corujas geralmente cortam o céu da noite com suas penas brancas, que se destacam na escuridão. Seu canto lembra a onomatopeia de corte, o que as fez serem conhecidas como Rasga Mortalha, pois dizem que elas cortariam o tecido fúnebre que é a mortalha. Há quem diga que se uma Rasga Mortalha sobrevoa a casa de alguém é sinal de que um dos moradores daquela casa está prestes a morrer. O mesmo serviria se uma dessas corujas voasse por cima de uma pessoa em algum outro lugar. O sinal certeiro de que a morte se anunciava era quando, além de sobrevoar a pessoa ou a casa, ela cantava.

terça-feira, 26 de abril de 2016

O casarão da Fazenda Trigreiro


Esse casarão está situado nos arredores da cidade de Pereiro-CE, no nordeste do Brasil. Ele fica na Fazenda Trigreiro e foi construído há 220 anos. O fazendeiro Manoel Diognes Ozório foi o primeiro morador e lá viveu a primeira geração da família Diognes.

Segundo alguns relatos, a areia usada na construção era trazida do Rio Jaguaribe. Um fato curioso é que o térreo só tem janela para frente. Segundo os pesquisadores, isso era uma estratégia de defesa contra ataques de índios e cangaceiros, muito comuns na época. Qualquer sinal de ataque, era só fechar as janelas e portas da frente e a defesa estaria armada.

Há relatos de que o casarão é mal assombrado. Talvez pelos espíritos daqueles que viveram por lá. Relatos dos moradores dos dias de hoje afirmam que pode-se escutar choro de crianças lá dentro, além de batidas de pilão e animais se aproximando. Há boatos também que haveriam ossos humanos enterrados nas paredes da casa, que chegam a ter um metro de largura.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Ammit


Ammit, também conhecido pelo nome de Ammut, Amut ou Ahemait; era conhecido como "O devorador", "O devorador de Almas", "O devorador de Corações" e mesmo como "Grande Morte".

Ammit era um monstro horrendo e pavoroso que parecia a mistura de um leão, um crocodilo e um hipopótamo (conhecidos na época do antigo Egito como os maiores matadores de pessoas). Ammit era um ser que se poderia encontrar após a morte do corpo físico. Acredita-se que, após morrer, a alma das pessoas iriam ser julgadas por Osíris. O coração da pessoa em julgamento seria colocado numa balança, comparado a uma pena. Se o coração pesasse tanto quanto a pena ou menos que isso, a pessoa estava salva e iria para a vida eterna ao lado dos deuses. Porém, se o pesar dos pecados contidos no coração fosse maior que o da pena, ele seria sentenciado ao Ammit.

Ammit, por sua vez, ao encontrar a alma da pessoa que não passou no julgamento de Osíris, iria destroçá-la. Ele a devoraria sem dó ou piedade até não restar mais nada, e a pessoa deixaria simplesmente de existir, perdendo seu direito à vida eterna.