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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Fada


As fadas são criaturas místicas da natureza que possuem poderes mágicos e, na maioria das vezes, os usam através de varinhas de condão. Elas, geralmente, são como seres humanos, porém possuem asas nas costas (estas se assemelhariam a asas de libélula ou de borboleta). Porém, não é a única forma que se encontra uma fada, pois elas podem mudar de forma, usando magia para isso. Inclusive, as fadas podem se tornar visíveis ou invisíveis aos olhos humanos, dependendo de suas vontades. O nome fada é usado tanto para o gênero masculino quanto para o feminino e vem do latim "fadum", que quer dizer destino. Isso se daria ao fato de que as fadas teriam o poder de mudar o destino das pessoas.

De acordo com a lenda popular, as fadas são alegres, ativas, temperamentais e inteligentes. Vivem abaixo dos montes, florestas e campos. Sua alimentação consiste em néctar de flores, mel, leite e comidas naturais.

O dia das fadas é comemorado em 24 de Junho no mundo inteiro. Dizem que essa é a época mais fácil de se ver uma fada, pois acredita-se que o manto entre o mundo dos humanos e o mundo das fadas fica mais fraco.

As fadas vivem em seu próprio mundo, transitando entre ele e o mundo dos humanos. Elas tem suas próprias leis, seus próprios tabus e seus próprios costumes, tendo, muito provavelmente, uma cultura bem diferenciada da humana. Elas são muito brincalhonas, fazem muitas travessuras, mas nunca fazem nada que possa ter uma consequência grave. Fadas podem ser poderosos aliados mágicos e mesmo guias espirituais, se tratadas com respeito.

Há quem diga que as fadas podem ser divididas em dois grandes grupos: as fadas do verão e as fadas do inverno. As primeiras teriam nove virtudes: honestidade, justiça, compaixão, coragem, esperança, fé, integridade, riso e alegria. Elas acreditam no livre arbítrio, têm o forte senso de ética, são pacientes, gentis e diplomatas. Já as segundas, são as fadas negras. São selvagens, imprevisíveis e anárquicas. São aquelas que possuem a chave para libertar os humanos de suas prisões interiores. Como não se importam com o controle, acabam por ser as agentes do caos. Quando entram na vida de uma pessoa, provocam mudanças radicais e fazem a pessoa passar por aventuras diversas. Elas desafiam as pessoas e as fazem amadurecer.

E esses foram apenas alguns tipos de fadas que existem. Sua diversidade é incrível, chega a ser inacreditável.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Kwaku Anansi


Essa é uma lenda africana. Ela conta a história de Kwaku Anansi, uma criatura que era metade homem metade aranha que queria ter o poder de contar histórias para contá-las ao seu povo, pois, naquele tempo, não havia como contar histórias, já que todas elas pertenciam a Nyame, o deus do céu.

Certo dia, Kwaku teceu um teia de prata tão imensa que chegou a alcançar o céu e, por ela, Kwaku subiu até dar de encontro com Nyame. Quando Nyame ouviu que Kwaku queria suas histórias, ele riu, achando aquilo ridículo. Então, Nyame lhe disse:

- O preço de minhas histórias é que você me traga três oferendas. Eu quero que você me traga Obeso, o leopardo de dentes terríveis; Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moatia, a fada que nenhum homem viu.

Nyame pensava que com um desafio tão grande, Kwaku iria desistir da ideia, mas Kwaku apenas lhe respondeu:

- Pagarei seu preço com prazer, ainda lhe trago Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

Novamente, Nyame riu e disse:

- Ora, Anansi, como pode um velho fraco que nem você, tão pequeno, tão pequeno, conseguir pagar o meu preço?

Mas Anansi nada respondeu. Ele apenas desceu por sua teia de prata que ia do céu à Terra e foi em busca dos pedidos de Nyame.

Kwaku foi para a selva, onde encontrou Obeso, o leopardo de dentes terríveis. Ao vê-lo, o leopardo logo disse:

- Aha! Anansi! Que bom vê-lo. Você chegou bem na hora para ser o meu almoço.

- O que tiver de ser será. - disse Kwaku - Mas primeiro vamos brincar do jogo de amarrar?

- Como se joga esse jogo? - perguntou o leopardo, que adorava jogos.

- Eu vou amarrar suas pernas e seus braços com cipós, depois eu desamarro e você me amarra. Quem amarrar mais rápido vence. - disse Kwaku.

- Muito bem! - rosnou o leopardo, que planejava devorar Kwaku depois que o amarrasse.

Então Kwaku amarrou Osebo pelos pés numa grande árvore e disse-lhe:

- Agora, Osebo, você está pronto para encontrar Nyame, o deus do céu.

Aí, Kwaku cortou uma folha de bananeira, encheu uma cabeça com água e seguiu rumo à casa de Mmboro. Ao chegar lá, derramou um pouco da água sobre si e o resto por cima da casa de Mmbora e gritou:

- Está chovendo! Está chovendo! Vocês não gostariam de entrar na minha cabaça para que a chuva não estrague suas asas?

- Muito obrigado, muito obrigado. - Zumbiam os marimbondos entrando na cabaça que Kwaku fechou rapidamente.

O homem aranha, então, pendurou a cabaça na árvore e disse:

- Agora, Mmboro, você está pronto para encontrar Nyame, o deus do céu.

Depois, Kwaku escupiu uma boneca de madeira, cobriu-a de cola totalmente e a pôs aos pés de um flamboyant, onde as fadas costumam dançar. À sua frente, colocou uma tigela de inhame assado, amarrou a ponto de um cipó na cabeça da boneca e foi se esconder atrás de um arbusto, segurando a outra ponta do cipó.

Minutos depois, chegou Moatia, a fada que nenhum homem viu. Ela veio dançando, dançando, dançando, como só as fadas africanas sabem dançar, até os pés do flamboyant. Lá, ela avistou a boneca e a tigela de inhame.

- Bebê de borracha, estou com tanta fome, poderia me dar um pouco do seu inhame? - pediu a fada.

Kwaku puxou o cipó, fazendo a cabeça da boneca acenar, afirmando para a fada. A fada, contente, comeu todo o inhame e depois agradeceu:

- Muito obrigada, bebê de borracha. - disse a fada, mas a boneca não respondeu e então a fada ameaçou - bebê de borracha, se você não me responder, eu vou te bater.

Como a boneca não respondeu, a fada deu-lhe um tapa, ficando com a mão grudada na boneca, que estava cheia de cola. E, como a boneca ainda não respondera nada, a fada, mais irritada ainda, falou:

- Bebê de borracha, se você não me responder, vou lhe dar outro tapa.

A boneca continuou sem responder e a fada deu-lhe outro tapa, ficando agora com as duas mãos grudadas. Depois, tentando se soltar, pôs o pé na boneca, ficando mais grudada ainda. Kwaku, então, saiu de trás do arbusto e carregou a fada até a grande árvore e, lá, lhe disse:

- Agora, Moatia, você está pronta para encontrar Nyame, o deus do céu.

Aí, Kwaku foi a casa de Ianysiá, sua velha mãe, e disse-lhe:

- Ianisiá, venha comigo, eu vou dá-la a Nayme, o deus do céu, em troca de suas histórias.

Depois, Kwaku teceu uma grande teia de prata em volta do leopardo, dos marimbondos e da fada e teceu outra teia de prata que ia do céu até o chão e subiu por ela carregando seus tesouros.

- Ave Nyame. - disse Kwaku - Aqui está o preço que você pediu por suas histórias: Osebo, o leopardo de dentes terríveis; Mmboro, os marimbondos que picam como o fogo e Moatia, a fada que nenhum homem viu. Ainda lhe trouxe Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

Nyame ficou surpreso e maravilhado com aquilo. Ele chamou todos de sua côrte e disse:

- O pequeno Anansi trouxe para mim o preço de minhas histórias. De hoje em diante e para sempre, todas as histórias pertencem a Anansi. Cantem em seu louvor.

Anansi, feliz, desceu por sua teia de prata com o baú das histórias e, ao abri-lo, elas se espalharam pelos quatro cantos do mundo.