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sábado, 7 de maio de 2016

A Baleia debaixo da Igreja


Em vários municípios do nordeste do Brasil, há uma lenda de uma baleia que viveria debaixo da igreja matriz. A lenda parece ter se originalizado em Valença, no Piauí.

A lenda diz que uma baleia mística está adormecida em baixo de uma igreja e que, se ela despertar, causará uma grande catástrofe. Reza a lenda que se alguém remover a imagem da padroeira do altar-mor da matriz, a baleia despertaria e grandes fendas se abririam no chão, jorrando água e inundando toda a cidade e seus arredores,

Cidadãos de Canguaretama afirmam que, ao se aproximar da igreja, às vezes sentem tremores (que seriam da baleia se remexendo por se sentir incomodada com algo) e dizem que, às seis da tarde, no silêncio, no altar, pode-se escutar o coração da baleia, bem como o movimento das águas subterrâneas.

Há quem diga que debaixo da igreja se encontra apenas a cabeça da baleia e que o corpo dela se estenderia por toda a cidade. Há também quem diga que a tal baleia teria sido uma sobrevivente do dilúvio. Também é interessante saber que, durante o século XIX, as paredes das igrejas eram construídas com pó de ostra e óleo de baleia, que faziam parte da composição do cimento.

terça-feira, 26 de abril de 2016

O casarão da Fazenda Trigreiro


Esse casarão está situado nos arredores da cidade de Pereiro-CE, no nordeste do Brasil. Ele fica na Fazenda Trigreiro e foi construído há 220 anos. O fazendeiro Manoel Diognes Ozório foi o primeiro morador e lá viveu a primeira geração da família Diognes.

Segundo alguns relatos, a areia usada na construção era trazida do Rio Jaguaribe. Um fato curioso é que o térreo só tem janela para frente. Segundo os pesquisadores, isso era uma estratégia de defesa contra ataques de índios e cangaceiros, muito comuns na época. Qualquer sinal de ataque, era só fechar as janelas e portas da frente e a defesa estaria armada.

Há relatos de que o casarão é mal assombrado. Talvez pelos espíritos daqueles que viveram por lá. Relatos dos moradores dos dias de hoje afirmam que pode-se escutar choro de crianças lá dentro, além de batidas de pilão e animais se aproximando. Há boatos também que haveriam ossos humanos enterrados nas paredes da casa, que chegam a ter um metro de largura.