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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Leviatã


O Leviatã é uma criatura que teve várias interpretações ao longo da história. Geralmente, é visto como uma criatura de grandes proporções, com aspecto de monstro marinho, ou crocodilo, ou a mistura de outros animais. Durante a Idade Média, a Igreja Católica o considerou como a representação do quinto pecado capital: a inveja. Também foi tratado como um dos sete príncipes infernais. E o livro de Jó o apresenta como o pior dos monstros marinhos.

Num diálogo entre Deus e Jó, o próprio Deus disse: "ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror? Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre".

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Rasga Mortalha


Há uma lenda de que corujas, geralmente brancas e que vivem nas torres das igrejas matrizes das cidades, poderiam ser sinal de mau agouro. Essas corujas geralmente cortam o céu da noite com suas penas brancas, que se destacam na escuridão. Seu canto lembra a onomatopeia de corte, o que as fez serem conhecidas como Rasga Mortalha, pois dizem que elas cortariam o tecido fúnebre que é a mortalha. Há quem diga que se uma Rasga Mortalha sobrevoa a casa de alguém é sinal de que um dos moradores daquela casa está prestes a morrer. O mesmo serviria se uma dessas corujas voasse por cima de uma pessoa em algum outro lugar. O sinal certeiro de que a morte se anunciava era quando, além de sobrevoar a pessoa ou a casa, ela cantava.

sábado, 7 de maio de 2016

A Baleia debaixo da Igreja


Em vários municípios do nordeste do Brasil, há uma lenda de uma baleia que viveria debaixo da igreja matriz. A lenda parece ter se originalizado em Valença, no Piauí.

A lenda diz que uma baleia mística está adormecida em baixo de uma igreja e que, se ela despertar, causará uma grande catástrofe. Reza a lenda que se alguém remover a imagem da padroeira do altar-mor da matriz, a baleia despertaria e grandes fendas se abririam no chão, jorrando água e inundando toda a cidade e seus arredores,

Cidadãos de Canguaretama afirmam que, ao se aproximar da igreja, às vezes sentem tremores (que seriam da baleia se remexendo por se sentir incomodada com algo) e dizem que, às seis da tarde, no silêncio, no altar, pode-se escutar o coração da baleia, bem como o movimento das águas subterrâneas.

Há quem diga que debaixo da igreja se encontra apenas a cabeça da baleia e que o corpo dela se estenderia por toda a cidade. Há também quem diga que a tal baleia teria sido uma sobrevivente do dilúvio. Também é interessante saber que, durante o século XIX, as paredes das igrejas eram construídas com pó de ostra e óleo de baleia, que faziam parte da composição do cimento.