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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Edward Mordrake


Edward Mordrake foi um herdeiro de um pariato da Inglaterra do século XIX. Você pode até pensar que a imagem acima é uma mera montagem computadorizada, mas não se engane. Edward nasceu com um raro caso de policefalia. Ele nasceu com uma face a mais, uma face em sua nuca. Apesar de comer nem falar, a face era capaz de rir e de chorar. O caso impressionou o mundo. Mas isso não é tudo.

Edward chegou a implorar a vários médicos cirurgiões que lhe operassem para tirar aquela face de seu corpo, porém nenhum deles concordava em fazer aquilo, pois seria uma cirurgia arriscada. Além de ser algo socialmente rejeitável, o real motivo pelo qual Edward queria retirar sua face é porque ele dizia que ela era demoníaca. Sim. Edward afirmava que a face sussurrava para ele coisas terríveis e inimagináveis que o assombravam. E, como não pôde se livrar delas, aos 23 anos de idade, cometeu suicídio.

Edward haveria pedido para que o rosto de sua nuca fosse retirado de seu corpo e destruída antes de ser enterrado, pois ele acreditava fielmente que aquela face era demoníaca e tinha medo de que ela o assombrasse pela eternidade da morte.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Hitobashira


Hitobashira significa "pilares humanos" e é uma lenda japonesa relacionada às construções antigas. As pessoas acreditavam que, para que suas construções fossem sempre protegidas e que perdurassem por muitos anos sem se deteriorarem, deveriam fazer sacrifícios.

Os sacrifícios eram simples, porém não deixavam de ser macabros. As pessoas selecionadas para o sacrifício eram seladas dentro dos pilares das construções. Se os deuses gostassem do sacrifício, a construção seria protegida e duraria muitos anos. Porém, a construção também ficaria sempre assombrada pelos espíritos das pessoas sacrificadas.

terça-feira, 26 de abril de 2016

O casarão da Fazenda Trigreiro


Esse casarão está situado nos arredores da cidade de Pereiro-CE, no nordeste do Brasil. Ele fica na Fazenda Trigreiro e foi construído há 220 anos. O fazendeiro Manoel Diognes Ozório foi o primeiro morador e lá viveu a primeira geração da família Diognes.

Segundo alguns relatos, a areia usada na construção era trazida do Rio Jaguaribe. Um fato curioso é que o térreo só tem janela para frente. Segundo os pesquisadores, isso era uma estratégia de defesa contra ataques de índios e cangaceiros, muito comuns na época. Qualquer sinal de ataque, era só fechar as janelas e portas da frente e a defesa estaria armada.

Há relatos de que o casarão é mal assombrado. Talvez pelos espíritos daqueles que viveram por lá. Relatos dos moradores dos dias de hoje afirmam que pode-se escutar choro de crianças lá dentro, além de batidas de pilão e animais se aproximando. Há boatos também que haveriam ossos humanos enterrados nas paredes da casa, que chegam a ter um metro de largura.