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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Hitobashira


Hitobashira significa "pilares humanos" e é uma lenda japonesa relacionada às construções antigas. As pessoas acreditavam que, para que suas construções fossem sempre protegidas e que perdurassem por muitos anos sem se deteriorarem, deveriam fazer sacrifícios.

Os sacrifícios eram simples, porém não deixavam de ser macabros. As pessoas selecionadas para o sacrifício eram seladas dentro dos pilares das construções. Se os deuses gostassem do sacrifício, a construção seria protegida e duraria muitos anos. Porém, a construção também ficaria sempre assombrada pelos espíritos das pessoas sacrificadas.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mnévis


Antigamente, no Egito, acreditava-se que um dos touros poderia se tornar o Mnévis (uma divindade). Por isso, sempre era escolhido o touro mais forte e saudável e este era levado a um templo, onde seria adorado. Quando o touro morresse, seu corpo seria mumificado e teria um enterro digno. Então, outro touro seria escolhido para ser o novo Mnévis. Claro que nunca poderiam haver mais de um Mnévis vivo. Os movimentos que o Mnévis fazia eram considerados como um oráculo. É interessante lembrar que o rei Aquenáton, que havia declarado Aton como o único deus a ser adorado, também passou a adorar o Mnévis, pois Aquenáton acreditava que o Mnévis nada mais era do que o deus Aton se manifestando em um animal.

domingo, 17 de abril de 2016

Marsias


Certa vez, Atenas criou uma flauta para tocar belas melodias, porém, não muito tempo depois, ela decidiu se desfazer da flauta, pois, quando a tocava, suas bochechas ficavam inchadas e ele virava motivo de chacota das outras deusas (dizem que quem ria dela eram Afrodite e Hera). Então, certo dia, um Sátiro chamado Marsias encontrou a flauta de Atenas e ficou com ela para si.

Marsias treinou com a flauta por muito tempo, até que se tornou um músico formidável. Ele já tocava aquela flauta com maestria. Então, Marsias resolveu desafiar o deus Apolo para uma competição de música. Porém, Marsias não foi bom o suficiente perante Apolo e perdeu a competição. Como punição, Apolo o esfolou vivo.

Depois, Apolo sentiu-se triste por Marsias. Então, do sangue que escorria de seu corpo, Apolo fez nascer um rio e deu a ele o nome de Rio Marsias.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Zeus e o amor


Segundo a mitologia grega, ao criar os seres humanos, Zeus os fez diferentes do que são hoje. Originalmente, as pessoas teriam nascido com quatro pernas, quatro braços e um rosto com duas faces. Porém, ao olhar para aquilo, Zeus temeu que aquelas criaturas ficassem fortes demais e pudessem se voltar contra os deuses por seu enorme poder, então ele as dividiu em duas partes e as separou pelo mundo. Ao separá-lo em duas metades, Zeus os sentenciou a procurar pela sua cara metade. Mais tarde, o sentimento de ausência pela falta da outra metade chamou-se carência ou mesmo amor. Então, até hoje, as pessoas buscam alguém para completá-las. Sentem-se incompletas, pois, na verdade, realmente estão assim. Suas cara-metades estão por aí.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Anubis


Anubis é um deus da mitologia egípcia. Ele está relacionado com a morte. É conhecido como "aquele que está sobre a sua montanha" ou "aquele que está no local do embalçamento". Mostrando assim que acreditava-se que Anubis era o deus dos mortos. Estava sempre presente nos funerais dos faraós, ou mesmo de qualquer um que tenha vindo a falecer. Anubis era o protetor dos mortos e de suas tumbas.

Os egípcios acreditavam que, no julgamento de alguém, era pesado seu coração com a pena da verdade. Caso o coração fosse mais pesado que a pena, o defunto seria comido por Ammit (um demônio que tinha o corpo composto por partes de leão, hipopótamo e crocodilo). Mas, caso o coração fosse mais leve que a pena, a alma teria o direito de ir ao paraíso ou voltar a um corpo humano. A pena da verdade pertencia a consorte de Anubis: Maat (que era a deusa da verdade). 

Anubis era conhecido por guiar os mortos pelo "outro lado".