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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O Curupira


O Curupira é uma das mais famosas lendas brasileiras. Trata-se de um garoto (ou anão) de cabeleira rubra ou em chamas, pés virados para trás com os tornozelos para frente, quase sem roupa, que vive nas profundezas das florestas como guardião destas. O Curupira já foi visto como demônio e criatura má que maltratava e matava os índios, porém, o que ele faz é defender a natureza da ação imunda do homem.

Se um homem sai para caçar no meio da floresta e não lhe resta alternativa (matar ou morrer de fome), o Curupira o polpa. Porém, se um homem entra na mata para caçar por pura diversão ou vaidade, o Curupira emite sons de animais ou mesmo a voz humana de alguém pedindo ajuda. Se a pessoa for atrás da origem do som, vai andar tanto pela mata que vai se perder. Ficará desnorteado e não terá como voltar para casa, assim passando fome, sede e frio até que morra por um destes.

domingo, 13 de setembro de 2015

As listras de lágrimas do Guepardo


Reza a lenda que, antigamente, os Guepardos eram como os outros felinos: eles não tinham as listras pretas no rosto que parecem caminho de lágrimas.

Havia, na África, um guepardo fêmea que faria de tudo para cuidar de seus filhotes. Assim como qualquer outro guepardo, esta saia para caçar para conseguir comida e impedir que seus filhotes, assim como ela, morressem de fome. A grande aposta da vida de toda mãe-guepardo é ter que deixar seus filhotes sozinhos para caçar, já que toda mãe-guepardo é solteira e não tem um parceiro para cuidar das crias. E, por causa de ataques constantes de predadores, com o tempo só lhe restou um filhote.

Eis que, um dia, um caçador entrou na savana africana. Neste momento, a mãe-guepardo havia saído para buscar comida para seu filhote. Após um tempo, ao voltar exausta e sem êxito de sua caçada, a mãe-guepardo deparou-se com a terrível cena do caçador levando embora seu único filhote vivo. Desesperada, ela correu atrás do carro do caçador. Sua incrível velocidade dava a ela a chance de alcançá-lo. Infelizmente, apesar de tanto correr, ela já estava exausta de sua caçada e seu filhote foi arrancado de sua proteção.

Mergulhada em tristeza e angústia, esta pobre mãe-guepardo chorou por vários dias e várias noites, lamentando-se pela perda de seu filhote. De tanto chorar, as lágrimas escureceram o caminho por onde descia e, desde então, os guepardos passaram a nascer com elas, como um lembrança eterna da dor e da tristeza inconsolável que sentiu aquela pobre mãe.