O Squonk é uma criatura lendária e dizem que ele habita as florestas de Tsuga, a norte da Pennsylvania. A lenda diz que o Squonk é provavelmente a criatura mais feia que existe. Devido a suas deformidades, ele passa a vida escondendo-se de todos os outros seres vivos que existem para que não vejam o quão feio ele é. Além disso, ele é triste e solitário. Passa sua vida inteira chorando. Há quem diga que seja uma espécie de animal não catalogada ainda, muitas pessoas dizem já ter visto um. Caçadores o buscam frequentemente e dizem que não é tão difícil encontrá-lo, já que ele deixa um rastro de lágrimas por onde vai. Porém, se o Squonk é encurralado, ele se dissolve nas próprias lágrimas, desaparecendo. Ninguém sabe ao certo qual é a aparência do Squonk e, por ser tão feio, ninguém que tenha visto consegue descrevê-lo corretamente.
Mostrando postagens com marcador lágrimas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lágrimas. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 4 de outubro de 2016
domingo, 13 de setembro de 2015
As lágrimas de Potira
Muito antes de os brancos atingirem os sertões de Goiás, em busca de pedras preciosas, existiam por aquelas partes do Brasil muitas tribos indígenas, vivendo em paz ou em guerra e segundo suas crenças e hábitos.
Numa dessas tribos, que por muito tempo manteve a harmonia com seus vizinhos, viviam Potira, menina contemplada por Tupã com a formosura das flores, e Itagibá, um jovem forte e valente.
Era costume na tribo as mulheres se casarem cedo e os homens assim que se tornassem guerreiros.
Quando Potira chegou à idade do casamento, Itagibá adquiriu sua condição de guerreiro. Não havia como negar que se amavam e que tinham escolhido um ao outro. Embora outros jovens quisessem o amor da "indiazinha", nenhum ainda possuía a condição exigida para as bodas, de modo que não houve disputa, e Potira e Itagibá se uniram com muita festa.
Corria o tempo tranquilamente, sem que nada perturbasse a vida do apaixonado casal. Os curtos períodos de separação, quando Itagibá saía com os demais para caçar, tornavam os dois ainda mais unidos. Era admirável a alegria do reencontro!
Um dia, no entanto, o território da tribo foi invadido por vizinhos cobiçosos, devido à abundante caça que ali havia. E Itagibá teve que partir com os outros homens para a guerra.
Potira ficou contemplando as canoas que desciam rio abaixo, levando sua gente em armas, sem saber exatamente o que sentia, além da tristeza de se separar de seu amado por um tempo não previsto. Não chorou como as mulheres mais velhas, talvez porque nunca houvesse visto ou vivido o que sucede numa guerra.
Mas todas as tardes ia sentar-se à beira do rio, numa espera paciente e calma. Alheia aos afazeres de suas irmãs e à algazarra constante das crianças, ficava atenta, querendo ouvir o som de um remo batendo na água e ver uma canoa despontar na curva do rio, trazendo de volta seu amado. Somente retornava à taba quando o sol se punha e depois de olhar uma última vez, tentando distinguir no entardecer o perfil de Itagibá.
Foram muitas tardes iguais, com a dor da saudade aumentando pouco a pouco. Até que o canto da araponga ressoou na floresta, desta vez não para anunciar a chuva mas para prenunciar que Itagibá não voltaria, pois tinha morrido na batalha.
E, pela primeira vez, Potira chorou. Sem dizer palavra, como não haveria de fazer nunca mais, ficou à beira do rio para o resto de sua vida, soluçando tristemente. E as lágrimas que desciam pelo seu rosto sem cessar foram-se tornando sólidas e brilhantes no ar, antes de submergir na água e bater no cascalho do fundo.
Dizem que Tupã, condoído com tanto sofrimento, transformou suas lágrimas em diamantes, para perpetuar a lembrança daquele amor.
Marcadores:
amor,
Brasil,
diamantes,
escuro,
guerra,
índia,
lágrimas,
lenda,
lenda brasileira,
Lendas no Escuro,
morte,
Potira,
saudade
As listras de lágrimas do Guepardo
Reza a lenda que, antigamente, os Guepardos eram como os outros felinos: eles não tinham as listras pretas no rosto que parecem caminho de lágrimas.
Havia, na África, um guepardo fêmea que faria de tudo para cuidar de seus filhotes. Assim como qualquer outro guepardo, esta saia para caçar para conseguir comida e impedir que seus filhotes, assim como ela, morressem de fome. A grande aposta da vida de toda mãe-guepardo é ter que deixar seus filhotes sozinhos para caçar, já que toda mãe-guepardo é solteira e não tem um parceiro para cuidar das crias. E, por causa de ataques constantes de predadores, com o tempo só lhe restou um filhote.
Eis que, um dia, um caçador entrou na savana africana. Neste momento, a mãe-guepardo havia saído para buscar comida para seu filhote. Após um tempo, ao voltar exausta e sem êxito de sua caçada, a mãe-guepardo deparou-se com a terrível cena do caçador levando embora seu único filhote vivo. Desesperada, ela correu atrás do carro do caçador. Sua incrível velocidade dava a ela a chance de alcançá-lo. Infelizmente, apesar de tanto correr, ela já estava exausta de sua caçada e seu filhote foi arrancado de sua proteção.
Mergulhada em tristeza e angústia, esta pobre mãe-guepardo chorou por vários dias e várias noites, lamentando-se pela perda de seu filhote. De tanto chorar, as lágrimas escureceram o caminho por onde descia e, desde então, os guepardos passaram a nascer com elas, como um lembrança eterna da dor e da tristeza inconsolável que sentiu aquela pobre mãe.
Assinar:
Postagens (Atom)


