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sexta-feira, 31 de março de 2017

A Ilha das Bonecas


A Ilha das Bonecas está localizada no México e fica a 20Km da capital federal. Apesar de haver tantos lugares magníficos de se visitar no México, é essa ilha que chama a atenção de muitos turistas. Sua história é muito conhecida pelo México e, com o tempo, se espalhou pelo mundo, atraindo mais e mais curiosos. Isso se dá porque a ilha assusta muito as pessoas, pois há uma lenda sobre ela.

Durante mais de 25 anos, a Ilha foi habitada por apenas uma pessoa. O morador era Don Julián de Santana Barrera. Diz-se que, certo dia, Don Julián encontrou o cadáver de uma garota que morreu afogada num dos canais da ilha. Após isso, ele começou a ouvir gritos, choros e vozes, que se prolongavam num lamento constante.

Crendo ele que esses sons surreais eram do sofrimento do espírito da garota e assustado, Don Julián espalhou várias bonecas pela ilha para tentar acalmar o espirito da pobre garotinha. Todos os dias, ele espalhava mais e mais bonecas. Hoje, o local conta com milhares de bonecas por todos os lugares da ilha, o que intriga as pessoas que a visitam.

Em 2001, Don Julián levou um de seus sobrinhos para pescar em um dos canais da ilha. Ele contou-lhe a história de que, antigamente, uma sereia que insistia em levá-lo, mas ele nunca foi com ela. Não muito tempo depois, seu sobrinho o encontrou morto nas mesmas águas que tanto temia.

O lugar, então, ficou marcado pelas tragédias misteriosas e foi batizado de "Ilha das Bonecas", pela quantidade enorme de bonecas espalhadas pela ilha. O cenário com todas aquelas bonecas, de todos os tipos, sujas, algumas mutiladas, penduradas em árvores... torna a ilha um cenário macabro e deixa o mistério da lenda em aberto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Teke Teke


Não se sabe o nome da assombração nem muitas informações a seu respeito. Tudo o que se tem conhecimento é que uma simpática moça caiu nos trilhos do metrô (ou pulou, existem várias versões) e foi cortada pela metade pelo trem. Porém, ela nunca se livrou da mágoa e raiva que sentiu por isso.

Então, mesmo sem as pernas, ela move o seu tronco rapidamente pelas ruas à procura de vingança. Se você for azarado o suficiente, ela pode cortá-lo ao meio com uma foice que arrasta consigo. “Teke teke teke” é o som que ela faz ao mover-se usando apenas os seus cotovelos.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Leviatã


O Leviatã é uma criatura que teve várias interpretações ao longo da história. Geralmente, é visto como uma criatura de grandes proporções, com aspecto de monstro marinho, ou crocodilo, ou a mistura de outros animais. Durante a Idade Média, a Igreja Católica o considerou como a representação do quinto pecado capital: a inveja. Também foi tratado como um dos sete príncipes infernais. E o livro de Jó o apresenta como o pior dos monstros marinhos.

Num diálogo entre Deus e Jó, o próprio Deus disse: "ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror? Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre".

sábado, 1 de outubro de 2016

Loira do Banheiro


A Loira do Banheiro é uma lenda bastante conhecida no Brasil. Ela conta a história de uma garota de colegial que costumava matar aula sempre que podia. Ela costumava ir ao banheiro ficar lá passando o tempo para não ter que aguentar assistir às aulas que achava tão chatas. Além disso, há quem diga que ela era uma garota muito vaidosa, sempre preocupada com a beleza.

Eis que, um dia, ela estava no banheiro, como sempre, matando aula, quando, de repente, por descuido, escorregou e bateu a cabeça na porcelana de uma das privadas, vindo a falecer com o golpe. E, então, ela se tornou a Loira do Banheiro. Um espírito inquieto, sem paz, que tortura e mata pessoas.

Para invocá-la, deve-se estar dentro de um banheiro e seguir o ritual de dar descarga três vezes e chamar o nome dela três vezes também. Dizem que, além de matar quem a invocou, ela passa a assombrar o banheiro em que foi invocada. E, invocada numa escola, ela passa a matar qualquer aluno que esteja no banheiro só para matar aula.

A lenda da Loira do Banheiro teve origem da lenda da Blood Mary, mas, ao contrário da lenda da Blood Mary, a lenda da Loira do Banheiro não ensina nenhuma forma de mandá-la embora.

domingo, 14 de agosto de 2016

Kappa


O Kappa é uma criatura do folclore japonês. É conhecido como o demônio das águas japonesas. Vive em rios, lagos e lagoas e tem a aparência de um anfíbio ou peixe, com a pele cheia de escamas, as costas de uma tartaruga e o rosto semelhante ao de um macaco. A característica mais marcante dessa criatura é uma depressão em forma de pires em sua cabeça, na qual ele põe água quando está em terra firme, para concentrar seus poderes sobrenaturais. Em sua forma adulta, ele tem o tamanho de uma criança de dez anos.

O Kappa é visto como uma criatura mal-intencionada e costuma se alimentar do corpo e do sangue de suas vítimas. Inclusive, acredita-se que ele adora a carne humana, especialmente o fígado. Então, ele sai da água para caçar suas presas. Porém, dizem também que o Kappa não é de todo o mal. Apesar de ser mal-intencionado, eles também são inteligentes e honrados. Dizem que foi um Kappa que ensinou o ser humano a tratar de fratura e ossos quebrados em troca de devolverem a ele seu braço amputado (pois, colocado de volta no lugar, um braço arrancado de um Kappa pode se regenerar em poucos dias e ficar novo em folha).

O Kappa também é retratado como uma criatura que prefere devorar crianças desobedientes. Principalmente, as que se aventuram às margens de rios, lagos e lagoas sem a permissão dos pais. E, quando o Kappa não está caçando suas presas, ele costuma se divertir de alguma forma, pois sua aparência infantil não é por acaso. Ele realmente gosta de se divertir.

Diz-se também que há como evitar o ataque de um Kappa. O alimento preferido de um Kappa é o pepino. Então, se um Kappa estiver prestes a te atacar, basta jogar um pepino para ele e ele se sentirá grato por aquilo. Há pessoas que, até os dias de hoje, jogam pepinos na água com nomes de pessoas grafados neles, pois dizem que quando o Kappa for comer o pepino, ele vai ver o nome da pessoa e vai se sentir na obrigação de nunca atacá-la. Além disso, também há a reverência. Se uma pessoa o cumprimentar várias vezes, curvando a cabeça para isso, o Kappa vai fazer a mesma coisa e vai acabar derramando a água que leva no topo de usa cabeça. Há quem diga que após isso, ele precisa correr de volta para água imediatamente. E há quem diga que, após derramar toda a água, ele morre.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Lobisomem


Um lobisomem, ou licantropo, é um ser humano que pode se transformar parcial ou completamente em um lobo. É uma lenda mundialmente conhecida e que, até hoje, apavora muitas pessoas. Por ser mundialmente conhecida e já ser antiga, é uma lenda com muitas versões.

Para se tornar um lobisomem há diversos meios, se considerarmos todas ou muitas das versões da lenda. Diz-se que a sétima criança numa sequência de filhos do mesmo sexo tornar-se-ia um lobisomem. Outra versão já diz que seria um filho homem nascido após uma sucessão de sete filhas mulheres. Também há quem diga que a licantropia é passada em família. Quando um membro da família que se transforma na aberração morresse, ele passaria a maldição para outro membro (de pai para filho, ou de avô para neto). Outra versão também diz que o sétimo filho de um sétimo filho se tornaria um lobisomem. Também diz-se que a transformação começaria a ocorrer aos 13 anos.

Se uma pessoa pode se transformar em um lobisomem, há sinais facilmente perceptíveis para identificá-la: mudanças de comportamento, jeito misterioso e quase sempre com olheiras. O licantropo, na forma humana, é uma pessoa muito atenta às outras, sempre desconfiando de tudo e de todos. Geralmente, têm medo de que descubram que é uma aberração, porém, em contrapartida, na forma humana, é uma pessoa bastante protetora.

Em algumas regiões, o lobisomem se transforma à meia-noite, às sexta-feiras, numa encruzilhada. Após a transformação, ele sai por aí sedento de sangue, atacando e matando ferozmente qualquer coisa que se mexa. Ao amanhecer, ele volta para a mesma encruzilhada para se transformar de volta em ser humano.

Há também que diga que lobisomens têm preferência por bebês não batizados. Também dizem em alguns lugares que, após a transformação, o lobisomem tem que atravessar sete cemitérios antes do amanhecer para poder voltar à sua forma humana, caso contrário ficará em forma de besta para sempre.

Algumas pessoas acreditam que, para ferir ou mesmo matar um lobisomem, deve-se usar prata. Também há quem diga que o fogo poderia servir também. Pessoas que os associam a demônios também acreditam que crucifixos e água benta poderiam funcionar contra a criatura.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vampiro


A lenda dos vampiros é conhecida mundialmente e vem sendo registrada desde os tempos pré-históricos. Mas nos tempos antigos não se conhecia a palavra "vampiro" e criaturas que se alimentam de sangue eram sempre associadas a demônios e espíritos malignos. Tanto que já houveram muitas mortes de pessoas por serem acusadas de vampirismo.

Para se tornar um vampiro há diversos meios citados nas lendas. No folclore eslavo e chinês, por exemplo, dizem que qualquer corpo acometido por um animal, em particular um cão ou um gato, temia-se que se tornasse um vampiro. No folclore russo, diz-se que teriam sido bruxos ou pessoas que se voltaram contra a igreja em vida. Há também quem diga que são vítimas de suicídio, ou pessoas possuídas por espíritos maléficos e que pode-se tornar-se um vampiro se for mordido por um deles.

Alguns exemplos de defesas que os humanos poderiam ter contra os vampiros: dizem que o alho e ramos de roseira silvestre os faria mal. Na Europa, diz-se que espalhar sementes de mostarda pelo telhado os repeliria. Há também os itens sagrados, como crucifixos, roseiras e água benta. Além disso, dizem que vampiros não podem pisar em chão sagrado, como o de igrejas e templos, que não podem atravessar água corrente e há quem diga que eles precisariam de permissão para entrar na casa de um ser humano, mas que, depois de receber a permissão, não precisariam dela para entrar novamente.

Há também quem diga que vampiros seriam fracos contra a luz do sol. Também dizem que eles não tem reflexo diante de um espelho e nem tem sombra. Essas seriam formas de identificá-los, porém, elas não são muito aceitas, pois dizem não serem verdade.

Há também quem diga que vampiros se levantam do túmulo por sentimentos como culpa, ódio e desejo. Eles sairiam à procura, primeiro, de seus entes queridos, para reencontrá-los e, provavelmente, por algum motivo, fazer-lhes mal, assombrando-os ou até coisas piores que isso. Também dizem que eles procurariam pessoas para terem encontros sexuais para satisfazer desejos que não foram satisfeitos em vida.

Os vampiros que conhecemos hoje representados em filmes e séries são, em sua maioria, com aspecto humano. Porém, nas origens da lenda, eles não teriam aspecto necessariamente humano. Eram criaturas horrendas, representados por imagens demoníacas. Coisas sem compaixão que matavam pessoas sem dó nem piedade para beber-lhes o sangue. Eles poderiam até parecer com zumbis, pois, como eram, na maioria das vezes, representados como mortos-vivos, eram vistos como corpos humanos em decomposição.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Metamorfo


Um metamorfo é uma criatura ou mesmo pessoa que tem a habilidade de se transformar em qualquer animal ou mesmo qualquer outra pessoa. A lenda dos metamorfos é bem conhecida pelo mundo e é contada pelas tribos norte-americanas e nórdicas. As tribos falavam de ataques dessas criaturas, que berravam como animais e atacavam como tal, bem como encontro com metamorfos durante caçadas.

Há quem diga que, para um metamorfo mudar de forma, ele precisa trocar toda a sua pele, criando uma nova pele com o formato que desejar. Também dizem que, quando eles estão numa forma que não é a original, procuram ficar longe da luz, pois seus olhos brilham com intensidade na presença de luz e isso os entregaria.

Não se sabe ao certo como os metamorfos adquiriram a habilidade de se transformar de uma forma tão brusca. Há quem diga que foi através de mutação, mas há também quem diga que eles adquiriram seus poderes através de magia e feitiços indígenas.

domingo, 15 de maio de 2016

Kushisake Onna


Se estiver no Japão, tome muito cuidado ao andar por uma rua tarde da noite. Você pode receber a visitinha de Kushisake Onna, cujo nome significa “a mulher com a boca dividida”. E uma sugestão: não tente fugir dela, porque ela pode não gostar muito e se teletransportar para a sua frente. De qualquer forma, a coisa não vai ficar muito legal para você.

Ela aparece usando uma máscara cirúrgica e um casaco e, quando estiver diante de você, te perguntará: “Eu sou bonita?”. Se você disser "não", ela vai cortar sua cabeça com um grande par de tesouras que traz consigo. Se você responder que sim, então ela tirará a máscara, revelando sua boca cortada de orelha a orelha.

E então vem a segunda parte: ela voltará a perguntar: “E agora?”. Se a sua resposta mudar e você disser "não", ela cortará você pela metade. E, se responder "sim", então você ficará igual a ela, pois Kushisake também cortará a sua boca.