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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mnévis


Antigamente, no Egito, acreditava-se que um dos touros poderia se tornar o Mnévis (uma divindade). Por isso, sempre era escolhido o touro mais forte e saudável e este era levado a um templo, onde seria adorado. Quando o touro morresse, seu corpo seria mumificado e teria um enterro digno. Então, outro touro seria escolhido para ser o novo Mnévis. Claro que nunca poderiam haver mais de um Mnévis vivo. Os movimentos que o Mnévis fazia eram considerados como um oráculo. É interessante lembrar que o rei Aquenáton, que havia declarado Aton como o único deus a ser adorado, também passou a adorar o Mnévis, pois Aquenáton acreditava que o Mnévis nada mais era do que o deus Aton se manifestando em um animal.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Benu


Benu seria uma ave parecida com uma garça, muitas vezes representada com a coroa branca do Egito sobre sua cabeça, pois era vista como uma criatura da realeza. Benu possui o corpo coberto de belas penas brancas e duas delas se estendiam depois de sua cabeça. Além disso, Benu também tinha vários traços que o fazem ser comparado a uma fênix.

Benu já foi considerado a alma de Ré (o deus sol), quando ele tivera pousado na primeira porção de terra emersa da água no mundo, dando origem à vida. Outrora, porém, foi considerado a alma de Osíris, surgida após a morte do deus pelo seu irmão Seth. Porém, segundo outro mito egípcio, uma gansa, conhecida como a Grande Grasnadora, pôs o primeiro ovo, do qual nasceu Benu.

Sua comparação com a Fênix se deve ao fato de que dizia-se que o Benu aparecia a cada quinhentos anos, trazendo o corpo do pai falecido. Então, a ave criava uma fogueira na qual parecia e a partir da qual surgiria uma nova ave.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Ísis


Ísis é a deus egípcia que representa a mãe ideal e a esposa ideal. Ela é a deusa da fertilidade, da magia, da natureza e da simplicidade.

Ísis é aquela por quem os oprimidos chamam quando precisam de ajuda. Muitas vezes, o papel de Ísis foi interpretado como assistente do Faraó morto. Por isso, por algum tempo, sua imagem ficou associada à morte e a funerais, fato esse que fez seu nome aparecer mais de 80 vezes nos chamados Textos das Pirâmides. Ísis também é representada muitas vezes nos sarcófagos com grandes asas, que diziam proteger contra a maldade.

Ísis também é conhecida como a irmã-esposa de Osíris. Sua irmã, Néftis, queria um filho de Osíris, porém Osíris não a desejava, então Néftis assumiu a forma de ísis, que era muito mais atraente, e conseguiu enganá-lo, fazendo com que copulassem, daí nasceu Anúbis. Porém, Néftis tinha medo de que se Osíris descobrisse sobre aquilo, mataria sua criança, então ela persuadiu Ísis a adotar a criança e Ísis assim o fez. É por isso que Anúbis é uma divindade do submundo, pois é filho de Osíris, e é por isso que ele não pode assumir como o senhor do submundo, pois não é filho legítimo dele.

Ísis era muito poderosa. Uma vez, Seth, seu irmão, criou uma caixa e, numa reunião com todos, disse que daria a caixa a quem coubesse nela perfeitamente. Claro que ele havia medido Osíris enquanto dormia primeiro. Então, todos tentaram e não conseguiram encaixar-se perfeitamente, até que Osíris o fez e se encaixou. Nesse momento, Seth fechou a tampa da caixa e, depois, jogou-a no Rio Nilo, para que fosse levado pelas águas. Ísis procurou a caixa até encontrá-la em um lugar muito distante. Ela queria fazer um enterro decente para Osíris. Então, Ísis levou a caixa para um pântano e a escondeu por lá. Porém, Seth encontrou a caixa lá e, irado, estraçalhou o corpo de Osíris, espalhando suas partes por todo o Egito, a fim de que Ísis jamais as encontrasse para dar-lhe seu enterro decente. Então, Ísis, juntamente com Néftis, passou a procurar todas as partes, até que as juntou. Eram 14 partes (há variações na lenda), mas elas só encontraram 13. A última parte, o pênis, havia sido engolido por um peixe, mas Ísis o refez com magia. Com o corpo de Osíris refeito, Ísis tornou-se um papagaio e sobrevoou o corpo morto, usando magia, e, assim, ela engravidou de Hórus. Depois que Hórus nasceu, Ísis passou a viajar bastante com medo de que Seth encontrasse-a e matasse o seu filho.

Para que Ísis pudesse usar da magia para trazer Osíris de volta à vida, ela precisou da ajuda de Rá. Então, Isis fez Rá ser picado por uma serpente egípcia venenosa que só Ísis tinha antídoto para o veneno. Dessa forma, em troca da cura, Rá teria que lhe dizer seu verdadeiro nome (As divindades egípcias nunca revelavam seu verdadeiro nome, pois quem o conhecesse poderia invocar seus poderes).

terça-feira, 19 de abril de 2016

Ammit


Ammit, também conhecido pelo nome de Ammut, Amut ou Ahemait; era conhecido como "O devorador", "O devorador de Almas", "O devorador de Corações" e mesmo como "Grande Morte".

Ammit era um monstro horrendo e pavoroso que parecia a mistura de um leão, um crocodilo e um hipopótamo (conhecidos na época do antigo Egito como os maiores matadores de pessoas). Ammit era um ser que se poderia encontrar após a morte do corpo físico. Acredita-se que, após morrer, a alma das pessoas iriam ser julgadas por Osíris. O coração da pessoa em julgamento seria colocado numa balança, comparado a uma pena. Se o coração pesasse tanto quanto a pena ou menos que isso, a pessoa estava salva e iria para a vida eterna ao lado dos deuses. Porém, se o pesar dos pecados contidos no coração fosse maior que o da pena, ele seria sentenciado ao Ammit.

Ammit, por sua vez, ao encontrar a alma da pessoa que não passou no julgamento de Osíris, iria destroçá-la. Ele a devoraria sem dó ou piedade até não restar mais nada, e a pessoa deixaria simplesmente de existir, perdendo seu direito à vida eterna.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Alma Egípcia


Para os antigos egípcios, havia vida após a morte, então, para eles, aquela vida era altamente desejável. Eles acreditavam que existia, dentro de nós, uma alma imortal que continuaria vivendo após a morte do corpo físico. A alma era composta por partes diversas. Não havia apenas a forma física, e sim haviam oito partes imortais ou semi-divinas, que sobreviviam à morte. Portanto, as oito partes imortais mais a parte mortal constituíam as nove partes do ser humano.

Partes da alma egípcia:

Khat - A forma física, o corpo que pode se desintegrar após a morte, a parte externa dos mortais que pode ser preservada apenas pela mumificação.

Ka - O Ka passa a seguir a pessoa como uma sombra ou um duplo, durante toda a vida. Mas quando a pessoa morre, o Ka retorna para sua morada celeste. A preservação do corpo, as oferendas de comida, sejam reais ou apenas gravadas nas paredes da tumba, propiciavam energia ao Ka (não que ele comesse, mas assim como as estátuas dos deuses, o Ka assimilava energia). Os egípcios acreditavam que os animais, as plantas, a água e as pedras, por exemplo, possuíam seu próprio Ka. O Ka humano até podia habitar uma planta, enquanto a pessoa a quem ele pertencia dormia. O Ka podia se manifestar, como um fantasma para outras pessoas, tanto fazia se a pessoa a quem ele pertencia estivesse viva ou morta. Podia até apavorar as pessoas que por acaso tivessem feito algum mal para seu possuidor. Se, por exemplo, a família não tivesse feito as oferendas devidas, o Ka faminto e sedento, os assombraria até que corrigissem seu erro. Na vida diária, ao dar comida e bebida para alguém, os antigos egípcios costumavam usar a frase "para o seu Ka", para desejar energia vital do Ka.

Ba -  Ele podia assumir a forma que desejasse. Geralmente ele se apresenta na forma de um pássaro com cabeça humana que flutua em torno da tumba durante o dia, alimentando o falecido com água e comida.

Akh - Também pode ser chamado de Akhu, Khu ou Ikhu.  É o resultado da união do Ba e do Ka. É a parte imortal, o ser radiante que vive dentro do Sahu. Significa o intelecto, os desejos e intenções do falecido. O Akh se transfigura na morte, e sobe aos céus para viver com os deuses entre as estrelas.

Sahu - É o corpo espiritual. Caso o morto se saia bem no Julgamento de Osíris, o Sahu sobe aos céus saindo do corpo físico, como todas as habilidades mentais de um ser humano vivo.

Sekhem - É a personificação incorpórea da força vital do homem, que passa a viver entre as estrelas junto com o Akh, após a morte física.

Ab - Também pode ser chamado de Ib. É o coração metafísico, esta é a fonte do bem e do mal dentro de uma pessoa. É o caráter e o centro dos pensamentos, que pode abandonar o corpo de acordo com sua vontade, e viver junto com os deuses após a morte, ou ser engolida por Ammut, assim tendo a morte final, quando os pratos da balança de Ma´at não se equilibram.

Ren - É o nome verdadeiro. É a parte vital do homem em sua jornada através da vida e do pós vida. Para compreender melhor, basta saber que o deus criador Ptah, criou o mundo dizendo o nome de todas as coisas. Um recém nascido devia receber um nome imediatamente senão estaria vivendo uma existência incompleta. As cerimônias de nomeação eram secretas, de modo que, uma pessoa podia viver toda sua vida usando um apelido para que ninguém descobrisse seu nome verdadeiro.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Anubis


Anubis é um deus da mitologia egípcia. Ele está relacionado com a morte. É conhecido como "aquele que está sobre a sua montanha" ou "aquele que está no local do embalçamento". Mostrando assim que acreditava-se que Anubis era o deus dos mortos. Estava sempre presente nos funerais dos faraós, ou mesmo de qualquer um que tenha vindo a falecer. Anubis era o protetor dos mortos e de suas tumbas.

Os egípcios acreditavam que, no julgamento de alguém, era pesado seu coração com a pena da verdade. Caso o coração fosse mais pesado que a pena, o defunto seria comido por Ammit (um demônio que tinha o corpo composto por partes de leão, hipopótamo e crocodilo). Mas, caso o coração fosse mais leve que a pena, a alma teria o direito de ir ao paraíso ou voltar a um corpo humano. A pena da verdade pertencia a consorte de Anubis: Maat (que era a deusa da verdade). 

Anubis era conhecido por guiar os mortos pelo "outro lado".